Os Estados Unidos iniciaram nesta quinta-feira (13) a operação militar “Lança do Sul”, voltada ao combate ao narcotráfico na América Latina, em uma das maiores mobilizações navais já realizadas pelos americanos no Caribe. O anúncio foi feito pelo secretário de Defesa Pete Hegseth, que promete “remover narcoterroristas” do hemisfério ocidental.
A operação marca uma escalada sem precedentes na presença militar americana na região, com o envio do porta-aviões USS Gerald R. Ford, o maior navio de guerra do mundo, além de submarinos nucleares e caças F-35. Nas últimas semanas, ações militares americanas já resultaram em 80 mortes em ataques contra embarcações suspeitas de tráfico no Caribe.
O movimento gera tensões diplomáticas na região. A Venezuela, principal alvo das acusações americanas de narcotráfico, respondeu com mobilização militar nacional. O presidente Nicolás Maduro nega as acusações e afirma que Washington estaria “fabricando uma guerra”. Donald Trump não descarta uma intervenção terrestre no país.
A crise também afeta a Colômbia, que suspendeu o compartilhamento de inteligência com os EUA após críticas de Trump ao presidente Gustavo Petro. O mandatário colombiano defende que o combate ao narcotráfico respeite os direitos humanos da população caribenha.
O Brasil acompanha com preocupação o cenário. O presidente Lula tem alertado sobre os riscos de instabilidade regional causados pela crescente militarização americana. Fontes da CBS indicam que opções de bombardeios em território venezuelano já foram apresentadas a Trump, elevando o temor de um conflito direto na região.























