A lobista Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, criticou duramente a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) após a divulgação de seus dados bancários e telefônicos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (23).
Revolta nas redes sociais
O episódio veio à tona no contexto do chamado truque do sigilo do petista. Através de um vídeo publicado em sua conta no Instagram, Luchsinger expressou total indignação com o ocorrido e classificou a atitude dos aliados do governo como uma conduta ilegal.
No material gravado para a internet, ela relatou a forma inesperada como descobriu o vazamento de suas informações pessoais:
“Tô eu agora no meu celular, rolando meu feed, e vejo um post do seu [Guilherme] Boulos, junto com o seu Camilo Santana e mais outras pessoas, entregando o meu sigilo, os meus dados, meu sigilo bancário, sigilo fiscal, sigilo sei lá de mais o quê”, afirmou.
Falta de autorização e segredo de justiça
A amiga de Lulinha enfatizou que nenhum representante da coligação entrou em contato para pedir permissão, ressaltando que os papéis estariam protegidos por sigilo processual.
“Então eu queria colocar que, para mim, isso é no mínimo criminoso. Segundo, eu não autorizei nada. Não faço parte dessa patifaria, não faço parte desse teatro. Eu não autorizei que nenhum sigilo meu, que está inclusive dentro dos inquéritos que estão sob segredo de justiça, fosse enviado para lado nenhum. Aliás, ninguém me consultou. E aí estão entregando que sigilo, meu? Estão entregando o quê? Eu quero saber quem autorizou, quem deu ordem para essa gente levar documentos tão sensíveis, meus, para um teatro desse”, continuou.
Ações legais e insinuações
Diante da situação, a lobista garantiu que irá buscar reparação jurídica na manhã seguinte para responsabilizar os envolvidos e entender a origem do vazamento.
“Daí eu sequer fui comunicada por essa gente que iriam fazer isso. Eu sequer tive alguém da campanha me pedindo autorização para para se utilizar dos meus sigilos. Ou pegaram de dentro do inquérito sigiloso. E aí isso tem que ver quem foi que pegou, porque são informações sensíveis. E eu vou procurar saber. Eu vou amanhã pela manhã me reunir com os meus advogados e tomar medidas contra isso, porque os meus sigilos, o meu nome não vai ficar rolando na boca de João, de Joana, de Maria, de Mário, de ninguém. Me espanta ver alguém com o meu sigilo, falando em meu nome e entregando documentos que pertencem a mim e ao inquérito, sem o meu menor conhecimento. Isso é criminoso”, disse.
Por fim, ao encerrar suas declarações, Luchsinger sugeriu que a exposição pública de seus extratos bancários e registros telefônicos traria revelações comprometedoras para figuras influentes da atual gestão federal.























