A Prefeitura de Limeira anunciou que irá ingressar com uma ação judicial contra o governo federal após a morte de uma jovem de 21 anos durante a prática de rope jump na conhecida Ponte do Esqueleto, estrutura localizada entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
A vítima, identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa às cordas de segurança utilizadas na atividade.
O caso ganhou repercussão nacional após a divulgação de imagens que mostram o momento do acidente.
Em pronunciamento oficial, o prefeito Murilo Félix afirmou que o município vinha alertando órgãos federais desde o início de 2025 sobre os riscos existentes no local. Segundo a administração municipal, diversos pedidos de providências foram encaminhados ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, mas não houve uma solução definitiva para impedir o acesso à estrutura.
A Ponte do Esqueleto foi construída originalmente para uma ferrovia que nunca entrou em operação. Abandonada há décadas, a estrutura pertenceu à Rede Ferroviária Federal e atualmente está em processo de incorporação ao patrimônio da União. Mesmo em condições precárias, o local se tornou conhecido por atrair praticantes de esportes radicais.
De acordo com a prefeitura, a tragédia reforça a necessidade de medidas efetivas para restringir o uso da área. O município sustenta que a falta de intervenções mais rigorosas contribuiu para a permanência de atividades consideradas de alto risco no local.
O histórico da ponte inclui outros acidentes graves. Em 2024, um ciclista morreu na mesma região, fato que levou autoridades federais a solicitarem sinalização de alerta e bloqueios de acesso. Apesar disso, o espaço continuou sendo utilizado por visitantes e grupos ligados a esportes radicais.
As investigações sobre a morte de Maria Eduarda seguem em andamento. Seis pessoas foram detidas após o acidente. Três delas permaneceram sob investigação por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de provocar o resultado. Entre os investigados está um bombeiro civil que participava da organização da atividade.
A Polícia Civil apura as circunstâncias do caso e busca determinar responsabilidades pela falha de segurança que resultou na morte da jovem. Paralelamente, a ação anunciada pela Prefeitura de Limeira deverá discutir a responsabilidade da União pela administração e fiscalização da área onde ocorreu a tragédia.























