A prefeita de Ituiutaba (MG), Leandra Guedes, voltou a acusar publicamente o deputado federal André Janones (Rede-MG), seu ex-companheiro, de violência psicológica e política. Em declarações recentes, a gestora municipal relatou ter enfrentado pressões e perseguições emocionais durante e após o término da relação, enquanto o parlamentar nega todas as imputações e afirma ser vítima de perseguição política.
O conflito entre os dois políticos ganhou desdobramentos judiciais no final de 2024, quando a prefeita obteve medidas protetivas com respaldo na Lei Maria da Penha. Na ocasião, a Justiça determinou que o deputado mantivesse distância, proibiu qualquer tentativa de contato e vetou o compartilhamento de materiais íntimos ligados à chefe do Executivo municipal.
De acordo com os relatos apresentados às autoridades, as desavenças se agravaram a partir de divergências em decisões administrativas e políticas na cidade mineira. Leandra Guedes declarou que o parlamentar teria recorrido ao uso de uma imagem de teor íntimo como forma de intimidação e coerção sobre a sua gestão. As informações sobre o caso vieram a público no primeiro semestre de 2025, e as restrições judiciais chegaram a ser prorrogadas. O processo tramita em segredo de Justiça.
Em sua defesa, Janones sustentou categoricamente que jamais enviou registros íntimos ou praticou os atos relatados pela ex-companheira. Durante manifestações públicas, o deputado declarou que as queixas integram uma armação destinada a prejudicar sua imagem pública.
A controvérsia ganha repercussão em meio ao papel de destaque de Janones na mobilização digital em favor da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Conhecido pela coordenação de grupos de divulgação política nas redes, o parlamentar atua na linha de frente das disputas eleitorais enquanto o caso segue em avaliação pelo Judiciário.























