O Senado Federal aprovou a proposta de emenda à Constituição que encerra o regime de trabalho 6×1 no país, gerando fortes críticas do presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci. A matéria recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário, sendo apontada pelo dirigente como prejudicial à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e potencialmente desestabilizadora para a economia nacional.
A medida em tramitação no Congresso, apresentada originalmente pelo deputado federal Reginaldo Lopes e posteriormente unificada a outra proposição legislativa, visa reformular a jornada semanal brasileira. Apesar da aprovação por ampla maioria no plenário, lideranças empresariais argumentam que o tema necessitava de discussões mais amplas e detalhadas antes de sua votação final.
De acordo com o presidente da Abrasel, a mudança trará reflexos imediatos nos serviços essenciais e no mercado de trabalho. Estimativas citadas pelo representante indicam que cerca de 15 milhões de brasileiros atuam sob a jornada 6×1, o que exigiria aproximadamente 3 milhões de novos trabalhadores para cobrir o descanso semanal adicional, contingente que o setor avalia como indisponível no mercado atual.
Solmucci apontou ainda riscos de precarização no atendimento ao público e elevação de custos operacionais. Na avaliação do dirigente, o aumento de despesas pode impulsionar a inflação, restringir o consumo e prejudicar diretamente setores como a gastronomia. Ele defendeu modelos laborais mais flexíveis, como o pagamento por hora trabalhada adotado em outros países, alertando que o atual formato pode estimular uma saída gradual do regime celetista.























