O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, acusou nesta terça-feira (13) a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de divulgar informações falsas a seu respeito nas redes sociais. Em declaração à imprensa, em Brasília, o parlamentar ironizou o conteúdo das publicações e pediu que a campanha adversária interrompa o que classifica como disseminação de desinformação.
“E, infelizmente, tem gente que acredita [em fake news]. Disseram lá que eu acabaria com direitos trabalhistas, que eu acabaria com Bolsa Família, que eu acabaria com o Pé de Meia. É tudo mentira. Daqui a pouco estão dizendo aí que eu vou acabar com a luz do Sol, que eu vou extinguir o direito dos alienígenas”, disse o senador.
A declaração foi feita após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. O episódio ocorre em meio ao aumento das disputas entre as equipes jurídicas dos dois candidatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com acusações recíprocas de divulgação de conteúdo falso durante a campanha eleitoral.
Campanhas discutem acusações no TSE
Representantes das duas campanhas têm reunião prevista no TSE nesta terça-feira, com o objetivo de conter o aumento de processos eleitorais e buscar maior controle das disputas na reta final do segundo turno.
Um dos principais pontos de atrito envolve o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que reúne mais de 3 milhões de seguidores. A página chegou a ser suspensa por decisão do ministro Nunes Marques, presidente do TSE, após solicitação do PL, mas voltou a funcionar posteriormente.
Flávio Bolsonaro também criticou a atuação da campanha adversária e manifestou expectativa de que o encontro no tribunal resulte em um compromisso para interromper a divulgação de informações que considera falsas.
“Então, eles estão fazendo esse tipo de doideira. Eu espero que, nessa reunião que acontece, eles se comprometam a parar de mentir”, afirmou o senador.
Visita ao ex-presidente foi retomada
A visita de Flávio Bolsonaro ao pai marcou a retomada do contato presencial entre os dois após um período de 90 dias de restrição. O senador chegou ao condomínio Solar de Brasília, no Jardim Botânico, por volta das 9h45 desta terça-feira.
Jair Bolsonaro cumpre pena em regime domiciliar após condenação a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na trama golpista. A retomada das visitas foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), depois do encerramento da proibição no domingo (11).
Na decisão, Moraes considerou que não havia fatos novos que justificassem a prorrogação da restrição. A liberação ocorreu a menos de duas semanas da data prevista para a eleição presidencial, em um momento de intensificação das atividades de campanha e das disputas judiciais entre os candidatos.























