O governo de Israel voltou a endurecer o discurso contra o Irã nesta quinta-feira (23), ao afirmar que está preparado para intensificar as ações militares contra o país. A declaração foi feita pelo ministro da Defesa, Israel Katz, durante uma reunião de avaliação no Ministério da Defesa israelense.
Segundo Katz, as Forças Armadas já têm alvos definidos e aguardam apenas um posicionamento dos Estados Unidos para dar continuidade à ofensiva. O ministro afirmou que a estratégia inclui ampliar os ataques contra o regime iraniano, citando diretamente a liderança ligada ao aiatolá Ali Khamenei.
As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão na região. De acordo com autoridades israelenses, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deve se reunir com integrantes do alto escalão de segurança para discutir os próximos passos, incluindo a situação no Líbano, que também integra o cenário de instabilidade regional.
Enquanto isso, uma nova rodada de negociações diretas entre Washington e Teerã é considerada incerta. Nos últimos dias, os dois países adotaram medidas que ampliaram o clima de confronto. Os Estados Unidos realizaram apreensões de embarcações que, segundo o governo norte-americano, transportavam petróleo iraniano. Em resposta, o Irã passou a restringir a circulação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio global de petróleo.
Em sua fala, Katz indicou que uma eventual nova ofensiva poderá ter impacto mais severo do que ações anteriores. Apesar disso, analistas apontam que, mesmo após operações israelenses que atingiram lideranças importantes, a estrutura de poder iraniana segue funcionando.
O cenário atual reforça o risco de uma escalada militar mais ampla no Oriente Médio, com possíveis reflexos na segurança internacional e no mercado de energia.























