Subiu para 389 o número de mortos pelas inundações e deslizamentos de terra que atingiram a fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China. O desastre, ocorrido na última quarta-feira (26), deixou ainda 1.468 pessoas desaparecidas, segundo dados divulgados pelas autoridades locais. Até o momento, as equipes de resgate contabilizaram 466 pessoas socorridas com ferimentos.
O fenômeno foi provocado pelo colapso de uma geleira, que desencadeou uma avalanche de gelo, rochas e lama rio abaixo. A torrente devastou vilarejos inteiros e destruiu infraestruturas situadas em uma rota tradicionalmente utilizada por praticantes de trekking.
As operações de busca avançam por encostas e vales da cordilheira do Himalaia. Entre os quase 1.500 desaparecidos, a rede Al Jazeera aponta que 910 se encontram no lado nepalês e 558 no território tibetano. Estimativas das autoridades indicam que há pelo menos 800 estrangeiros entre as vítimas não localizadas (540 no Nepal e 260 na China).
O Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou que não há cidadãos brasileiros entre as vítimas da tragédia e divulgou uma nota prestando solidariedade aos países afetados.
A situação na região permanece crítica. O acúmulo de lama e detritos obstruiu o curso do rio Bhotekoshi, gerando um risco iminente de novos transbordamentos. O órgão de gestão de desastres do Nepal mantém os alertas ativos diante da instabilidade do terreno e do perigo de novas enchentes.























