O Centro de Biodiversidade da Usipa emitiu um alerta sobre os graves prejuízos que as queimadas provocam na fauna e no meio ambiente durante o período de seca. O tempo seco, as altas temperaturas e a baixa umidade no Vale do Aço favorecem a rápida propagação das chamas, ameaçando habitats naturais e a integridade de diversas espécies.
O avanço dos incêndios sobre a vegetação reduz a oferta de alimentos, destrói abrigos naturais e impede que muitas espécies consigam fugir a tempo, resultando em ferimentos severos ou morte. Para amenizar esses danos, o centro acolhe os animais resgatados, avalia a gravidade das lesões e realiza o tratamento veterinário adequado. Os espécimes reabilitados retornam à natureza, enquanto os animais com sequelas permanentes permanecem sob os cuidados contínuos da instituição.
A recuperação é considerada complexa, especialmente para os mamíferos. A bióloga da instituição, Claudia Diniz, explicou que queimaduras profundas em partes vitais, como patas e focinho, reduzem expressivamente as chances de sobrevivência e de soltura. Para que um animal volte ao habitat original, a equipe avalia não apenas a cicatrização dos tecidos, mas também a capacidade funcional do indivíduo de se locomover, buscar alimento e se proteger contra predadores.
Além de prejudicar a biodiversidade, o fogo compromete a saúde humana com a emissão de fumaça, piora a qualidade do ar e coloca em perigo rodovias, áreas rurais e residências. Diante de qualquer foco de incêndio, a orientação é avisar imediatamente as autoridades competentes com pontos de referência precisos para agilizar o combate e conter a destruição ambiental.























