Um avião monomotor de pequeno porte caiu na tarde desta segunda-feira (4) e atingiu um prédio residencial no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. De acordo com o Corpo de Bombeiros, duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas, sendo encaminhadas em estado grave ao Hospital João XXIII. O piloto, de 34 anos, e o copiloto, de 36 anos, morreram no local após ficarem presos às ferragens. O copiloto era filho do prefeito de Jequitinhonha, em Minas Gerais.
A aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha por volta das 12h16. Minutos depois, caiu na Rua Ilacir Pereira Lima, atingindo a estrutura de um edifício residencial. Apesar do impacto, nenhum morador foi ferido.
Segundo os bombeiros, o avião colidiu com a área da caixa de escada entre o terceiro e o quarto andar do prédio, o que evitou uma tragédia ainda maior. “Se tivesse atingido diretamente os apartamentos, poderia haver vítimas entre os moradores, já que havia unidades ocupadas”, explicou um dos militares que atuaram na ocorrência.
Após o acidente, todos os moradores foram retirados do edifício por medida de segurança. Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram ao local poucos minutos após a queda, com apoio do Samu e da Defesa Civil, que auxiliaram no atendimento às vítimas e no isolamento da área.
AERONAVE E CIRCUNSTÂNCIAS
De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil, o avião é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979, com capacidade para até cinco passageiros, além do piloto. O registro indica ainda que a aeronave não possuía autorização para operar como táxi aéreo.
Informações iniciais apontam que o piloto teria comunicado dificuldades durante a decolagem. O avião caiu no estacionamento do prédio antes de atingir a estrutura.
Familiares dos ocupantes relataram que o voo teve origem em Teófilo Otoni, com escala em Belo Horizonte, e tinha como destino final o Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo.
INVESTIGAÇÕES EM ANDAMENTO
As causas do acidente serão investigadas por equipes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, ligado à Força Aérea Brasileira, que já iniciaram a coleta de informações no local. Técnicos do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III) atuam na preservação de evidências.
A Polícia Civil de Minas Gerais também abriu investigação para apurar as circunstâncias da queda. Os corpos das vítimas fatais serão encaminhados ao Instituto Médico-Legal da capital.
RELATOS DE MORADORES
O impacto provocou momentos de pânico entre os moradores do prédio. Uma residente relatou que a cena foi marcada por forte barulho, estilhaços e cheiro de combustível. Segundo ela, houve gritos por socorro em diferentes andares logo após a colisão.
Apesar do susto, a rápida atuação das equipes de resgate contribuiu para evitar um número maior de vítimas. A área segue isolada para os trabalhos de perícia e avaliação estrutural do edifício.























