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Alteração do Hino Nacional pode levar a multa de até R$ 36 mil

Contravenção prevista em lei de 1971 pune modificações em símbolos nacionais

Cid Miranda por Cid Miranda
28 de agosto de 2024
em Gerais
Tempo de Leitura: 2 minutos de leitura
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Alteração do Hino Nacional pode levar a multa de até R$ 36 mil

Yurungai cantou em comício de Boulos (Foto: Reprodução/Vídeo redes sociais)

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A recente polêmica envolvendo a adaptação do Hino Nacional com linguagem neutra durante um comício de Guilherme Boulos (PSOL-SP), candidato à Prefeitura de São Paulo, em que uma cantora mudou trechos da letra para adequá-la à linguagem neutra no último sábado (24), trouxe à tona uma legislação pouco conhecida. A Lei 5.700, de 1971, que regulamenta o uso dos símbolos nacionais, prevê multas para quem altera o Hino Nacional, a Bandeira, o Selo ou as Armas Nacionais.

Segundo especialistas consultados, as penalidades podem variar de R$ 4.537 a R$ 18.148. Em caso de reincidência, o valor pode dobrar, chegando a R$ 36.296. A advogada constitucionalista Vera Chemim explica que a definição do valor da multa fica a critério do juiz responsável pelo caso, dependendo da gravidade atribuída ao ato.


O episódio que desencadeou a discussão ocorreu durante um evento de campanha do candidato. Na ocasião, a cantora Yurungai modificou trechos do Hino Nacional, substituindo palavras como “filho” e “filhos” por “filhe” e “filhes”, em uma tentativa de adequação à linguagem neutra.

A alteração gerou repercussão negativa e levou políticos de oposição a argumentarem que houve violação da lei. A equipe de Boulos removeu o vídeo das redes sociais e alegou que as modificações foram responsabilidade da empresa contratada para o evento.

A Lei 5.700/1971 não apenas proíbe alterações nos símbolos nacionais, mas também estabelece regras para sua execução e apresentação. Por exemplo, é vedado o uso de chapéus ou bonés por homens durante a execução do Hino, bem como aplausos após sua apresentação.

O caso levanta questões sobre os limites entre liberdade de expressão artística e o respeito aos símbolos nacionais. Enquanto alguns defendem a possibilidade de reinterpretações contemporâneas, outros argumentam que a preservação da integridade dos símbolos é fundamental para manter a unidade e identidade nacional.

A polêmica serve como lembrete da existência dessa legislação e pode levar a um debate mais amplo sobre a relevância e aplicação dessas normas no contexto atual. Enquanto isso, artistas e organizadores de eventos políticos devem estar cientes das possíveis consequências legais ao propor modificações em símbolos nacionais.

*Com informações Pleno.News
Tag: comícioHino Nacionalletralinguagem neutrapolêmica
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