Por Mário Plaka (*)
Quando a gente analisa a base estrutural dos partidos e olha friamente para a Constituição Federal, fica claro que o sistema foi desenhado para impedir a ascensão real da direita. O que existe é o centrão e a esquerda, com variações de discurso, mas com a mesma lógica de poder.
Está na hora de amadurecer. Está na hora de conservadores, patriotas, homens e mulheres honrados — muitos deles cristãos — colocarem os pés no chão e entenderem uma coisa simples: não existe mudança sem ocupação de espaço. E ocupar espaço é ocupar todos os espaços. Todos, sem exceção.
Foi exatamente isso que a esquerda fez. O socialismo e o comunismo nunca venceram apenas nas urnas. Eles venceram na estratégia, na base, na militância permanente. Eu falo com conhecimento de causa. Não é segredo para ninguém: participei de partidos de esquerda, inclusive do PT. Conheço por dentro a normativa, a cartilha, o método. E o método é um só: ocupar todos os espaços da sociedade.
Eles ocuparam, associações, sindicatos, ONGs, conselhos, governos, universidades, igrejas, terreiros, movimentos culturais, comunicação, base comunitária.
Em todos os segmentos religiosos e sociais, a esquerda está inserida. Enquanto isso, a direita ficou presa à hipocrisia, ao falso pudor, à ideia ingênua de que “não pode se misturar”, de que “política é coisa suja”, de que “Deus resolve tudo sozinho”.
Não resolve. Sem ação, não há transformação.
O Brasil é um país continental. É uma federação.
E muitas vezes o município e o estado decidem mais a vida do cidadão do que Brasília. É ali, no chão da realidade, que o jogo é jogado.
Por isso, precisamos ocupar todos os espaços: na política local, nos conselhos, nas associações, nas igrejas, nos sindicatos, nas ONGs, na cultura, na comunicação, no bairro, na rua.
Chega de terceirizar a responsabilidade, chega de esperar salvador, chega de discurso bonito sem prática. Ou ocupamos os espaços agora, ou continuaremos reclamando enquanto outros decidem por nós.























