Por Ricardo Ramos (*)
Há 24 anos, o mundo presenciava um dos episódios mais marcantes e trágicos da história contemporânea: o atentado terrorista contra as Torres Gêmeas, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001. Naquele fatídico dia, o terrorismo se expressou em sua face mais cruel e impactante. Milhares de vidas foram ceifadas, e além da perda humana, o atentado alterou profundamente a geopolítica global, colocando em alerta as nações para as ameaças à paz e à democracia.
Nessa quinta-feira, 11 de setembro de 2025, o mundo relembrou esse marco doloroso, o Brasil vive um momento de tristeza e inquietação. A política brasileira, infelizmente, sofreu um atentado de natureza diferente, mas não menos grave: um atentado à democracia. A recente decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e mais sete pessoas a penas que somam quase 30 anos, chocou grande parte da população. Esta decisão foi vista por muitos como uma celebração da injustiça e um golpe às instituições nacionais.
De forma simbólica, é impossível não traçar um paralelo entre Jair Bolsonaro e o Messias cristão. Tal como o Filho de Deus sofreu nas mãos das autoridades injustas da época, foi silenciado e calado contra a sua própria vontade, Bolsonaro também se viu refém de um sistema que, para alguns, age de maneira covarde e sem direito pleno à defesa. Sua condenação, que quase o sentencia à “morte” política, chama atenção para a fragilidade dos processos democráticos, especialmente quando marcados por decisões controversas.
No entanto, diferente da figura do Cristo, que possui o poder de ressuscitar, Bolsonaro e seu destino político agora estão nas mãos dos políticos e da própria nação brasileira. Cabe ao povo decidir, por meio das escolhas que fará em 2027 e a partir de agora, se permitirá que esta crucificação política seja definitiva, ou se buscará formas de restauração. Muitos que hoje celebram ignoram a profundidade do que realmente está sendo falado e praticado na esfera pública.
Este dia foi, sem dúvidas, triste para a nossa nação. Contudo, ainda resta esperança. A fé que move milhões no Brasil pode ser também a força propulsora para mudanças futuras. A situação política atual demanda reflexão e coragem para que o Brasil reencontre seu caminho democrático, justo e equilibrado.
É importante lembrar que a justiça dos homens é falha e imperfeita, mas a Justiça de Deus é eterna e verdadeira. Como está escrito em Romanos 12:19: “Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas daí lugar à ira; porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.” Neste versículo reside um convite à paciência e à fé em que a verdadeira justiça será feita, mesmo quando a humanidade parece falhar.
Assim, mesmo diante de um cenário de dor e desafios, é fundamental nutrirmos a esperança e a confiança de que dias melhores virão, guiados pela luz da verdade, justiça e da fé que nos sustenta.
Este artigo é um convite à reflexão serena sobre o atual momento político do Brasil, que, como aquele 11 de setembro no passado, pode marcar profundamente o destino de nossa nação. Que haja, acima de tudo, respeito à democracia e à dignidade humana.























