A Dexco e a montadora Toyota decidiram desativar complexos industriais no Brasil como parte de processos internos de modernização e reorganização de suas capacidades produtivas. As decisões envolvem a unidade de louças sanitárias em Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, e a tradicional fábrica de veículos de Indaiatuba, no interior de São Paulo.
A Dexco, detentora da marca Deca, comunicou o encerramento das atividades de manufatura em sua planta localizada em Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife. A decisão ocorreu pouco mais de um ano após a companhia desativar outra unidade fabril do mesmo segmento em João Pessoa, na Paraíba. Em julho de 2025, a empresa havia anunciado a centralização de suas operações de louças no complexo pernambucano, que agora também cessa os trabalhos. Parte desse volume de produção será transferida para a instalação de Jundiaí, em São Paulo, que recebeu aportes em tecnologia e automação.
A desativação em Cabo de Santo Agostinho pegou os funcionários de surpresa. Diante do quadro, representantes sindicais e a administração da empresa iniciaram conversas para estabelecer o cronograma de transição e definir o plano de desligamento, com foco no cumprimento dos direitos trabalhistas dos colaboradores impactados.
No setor automotivo, a Toyota oficializou o encerramento das operações de sua fábrica em Indaiatuba, em funcionamento desde setembro de 1998 e responsável pela fabricação de mais de 1 milhão de unidades do sedã Corolla. A medida deu sequência ao planejamento divulgado em 2024, que previa a transferência das linhas de montagem para o município de Sorocaba, também no interior paulista. A última unidade montada no local saiu da linha no dia 19 de junho de 2026, com o fechamento definitivo da operação no final daquele mesmo mês.
A planta de Indaiatuba chegou a manter cerca de 1,5 mil empregados. Após negociações com o sindicato da categoria, a montadora ofereceu aos trabalhadores a opção de transferência para Sorocaba — com garantia de estabilidade até julho de 2029 e auxílio financeiro — ou a adesão a um plano de demissão voluntária (PDV), com pacote de indenizações e manutenção temporária de benefícios como assistência médica e alimentação.
Apesar do encerramento da unidade histórica, a Toyota não deixará o país. A montadora planeja investir R$ 11 bilhões até 2030 para modernizar instalações, ampliar o desenvolvimento de modelos híbridos flex e erguer uma segunda fábrica em Sorocaba, prevista para operar a partir de novembro de 2026, com a projeção de gerar cerca de 2 mil vagas diretas de trabalho.























