Carta de Notícias
  • Gerais
  • Colunistas
    • Mário Plaka
    • William Saliba
  • Opinião
    • Amauri Meireles
    • Flávia Presoti
    • Ricardo Ramos
    • Vitor Bizarro
  • Vídeos
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Login
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Carta de Notícias
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home Colunistas Mário Plaka

O custo Brasil – LEGISLATIVO: Você sabe quanto custa o Legislativo brasileiro?

Redação por Redação
13 de janeiro de 2026
em Mário Plaka
Tempo de Leitura: 3 minutos de leitura
A A
0
O custo Brasil – LEGISLATIVO: Você sabe quanto custa o Legislativo brasileiro?

Você sabe quanto custa o Poder Legislativo brasileiro? (Foto: EBC)

Compartilhar no WhatsAppCompartilhar no Facebook

Por Mário Plaka (*)

Então vem comigo, porque entender esse peso é essencial para que o povo brasileiro compreenda por que carrega uma carga tão pesada nas costas — e por que o voto não tem preço, mas tem consequência.


Assim como no Judiciário, aqui também é preciso deixar algo muito claro: legislador não é herói. Vereador, deputado ou senador não é dono do mandato. São servidores públicos eleitos para representar o povo, e não para viver acima dele. Quem sustenta toda essa estrutura não é partido político, não é fundo eleitoral — é o povo trabalhador.

O Legislativo brasileiro começa lá embaixo, nas Câmaras Municipais, passa pelas Assembleias Legislativas dos estados e do Distrito Federal, e chega ao Congresso Nacional, composto pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. É uma estrutura enorme, cara e permanente.

Hoje, o Brasil tem aproximadamente 58 mil vereadores, espalhados por mais de 5.500 municípios. Cada vereador possui salário, benefícios e, na maioria dos casos, assessores comissionados, além de contar com toda a estrutura administrativa da Câmara Municipal: servidores efetivos, terceirizados, cargos de confiança, prédios, veículos, comunicação, tecnologia e manutenção.

Subindo um degrau, temos cerca de 1.059 deputados estaduais e distritais, distribuídos pelas Assembleias Legislativas e pela Câmara Legislativa do Distrito Federal. Cada um deles também possui gabinete, assessores, verbas, estrutura própria e acesso a uma máquina administrativa robusta, mantida integralmente pelo contribuinte.

No plano federal, o custo aumenta ainda mais. São 513 deputados federais e 81 senadores da República. Cada parlamentar tem direito a dezenas de assessores, verbas de gabinete, auxílio-moradia, passagens, diárias, estrutura de comunicação e suporte técnico. Além disso, tanto a Câmara dos Deputados quanto o Senado Federal mantêm milhares de servidores diretos e indiretos, muitos deles com salários elevados, estabilidade e benefícios que se estendem ao longo de décadas.

E aqui é preciso destacar um ponto que o povo muitas vezes não percebe: essa conta não se limita aos que estão na ativa. Assim como no Judiciário, o Legislativo também carrega um peso permanente de aposentados e pensionistas, que continuam sendo pagos mesmo após deixarem a função, mantendo o custo alto ano após ano.

Quando se soma tudo isso — vereadores, deputados estaduais e distritais, deputados federais, senadores, assessores, servidores das Casas Legislativas, estruturas administrativas e benefícios — o custo anual do Legislativo brasileiro chega a dezenas de bilhões de reais, com estimativas independentes apontando valores que ultrapassam facilmente a casa dos R$ 100 bilhões por ano, considerando todas as esferas.

E é fundamental deixar claro: estamos falando do custo legal, institucional, previsto em orçamento.

Isso sem sequer entrar no imenso mar de corrupção, favorecimentos, barganhas políticas, troca de cargos, emendas negociadas e interesses privados que giram no entorno do Legislativo brasileiro e que, muitas vezes, amarram o parlamentar àqueles que financiaram sua campanha ou facilitaram sua eleição.

Agora a pergunta que precisa ecoar na consciência do eleitor é simples: o que o povo recebe em troca de tudo isso?

Leis que muitas vezes não melhoram a vida do cidadão.

Decisões distantes da realidade das ruas.

Parlamentares presos a interesses partidários, econômicos ou pessoais.

E representantes que, em muitos casos, não estão ali por capacidade própria, mas porque foram escolhidos justamente por serem fáceis de manipular.

Essa é a consequência de um povo que vota sem acompanhar, sem fiscalizar e sem cobrar. Por isso é preciso repetir, quantas vezes for necessário: voto não tem preço, voto tem consequência. Cada escolha feita na urna reflete diretamente no tamanho da máquina, no peso dos impostos e na qualidade — ou falta dela — dos serviços públicos.

Esse é mais um capítulo do Custo Brasil.

Um custo que não aparece claramente no dia a dia, mas que está embutido em cada imposto pago, em cada taxa cobrada e em cada serviço que não funciona como deveria.

Este texto faz parte de uma série.

No próximo, vamos falar do Executivo, do prefeito ao presidente da República, mostrando quanto custa manter essa engrenagem funcionando e por que, no fim das contas, é sempre o povo quem paga a conta.

O Brasil só muda quando o eleitor entende o tamanho da estrutura que sustenta e passa a escolher com mais consciência, responsabilidade e coerência.

(*) Mário Plaka é empresário em Coronel Fabriciano e membro fundador da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (Ajoia-Brasil)
Tag: brasileirodeputadofundo eleitoralLegislativosenador
Postagem anterior

Uso prolongado de omeprazol pode trazer riscos nutricionais, aponta estudo

Próxima postagem

North recebe Atlético pela segunda rodada do Campeonato Mineiro

Leia também

Feitiço saiu contra os feiticeiros
Mário Plaka

Feitiço saiu contra os feiticeiros

7 de outubro de 2026
A máfia não é abstrata: ela tem CPF
Mário Plaka

A máfia não é abstrata: ela tem CPF

6 de outubro de 2026
Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça
Mário Plaka

Cachorro mordido por cobra tem medo de linguiça

5 de outubro de 2026
Powered by the Tomorrow.io Weather API
JORNALISMO COM CREDIBILIDADE                

** Os artigos de opinião, assinados, expressam a visão do autor e não necessariamente a linha editorial do portal Carta de Notícias.

Expediente:

CN Multimidia e Marketing Ltda.
CNPJ: 36.360.043/0001-25

Conselho Editorial: Antônio William Saliba, William Argolo Saliba e Cid Miranda

CEO:
William Argolo
- (31) 98600-3599
E-mail: financeiro@cartadenoticias.com.br

Direção de Jornalismo: William Saliba - (31) 98744-3030
E-mail: awsaliba@cartadenoticias.com.br

Redação
E-mail: redacao@cartadenoticias.com.br
WhatsApp: (31) 98744-3030

Assessoria Jurídica:
Vitor Bizarro
- (31) 98828-9999
E-mail: juridico@cartadenoticias.com.br

Publicações Mais Recentes:

  • Centro de Memória Usiminas sedia concerto gratuito de jazz

    Centro de Memória Usiminas sedia concerto gratuito de jazz

    7 de outubro de 2026
  • FSFX abre processo seletivo com vagas no Vale do Aço

    FSFX abre processo seletivo com vagas no Vale do Aço

    7 de outubro de 2026
  • Livro destaca trajetórias de lideranças negras no Brasil

    Livro destaca trajetórias de lideranças negras no Brasil

    7 de outubro de 2026
  • Belo Horizonte recebe evento sobre negócios com El Salvador

    Belo Horizonte recebe evento sobre negócios com El Salvador

    7 de outubro de 2026
  • Feitiço saiu contra os feiticeiros

    Feitiço saiu contra os feiticeiros

    7 de outubro de 2026

2026 © CARTA DE NOTÍCIAS - Todos os Direitos Reservados. - Desenvolvido por: Lucca Tecnologia - Hospedado por: Onex Data Center

Gerenciar o Consentimento
Para fornecer as melhores experiências, usamos tecnologias como cookies para armazenar e/ou acessar informações do dispositivo. O consentimento para essas tecnologias nos permitirá processar dados como comportamento de navegação ou IDs exclusivos neste site. Não consentir ou retirar o consentimento pode afetar negativamente certos recursos e funções.
Funcional Sempre ativo
O armazenamento ou acesso técnico é estritamente necessário para a finalidade legítima de permitir a utilização de um serviço específico explicitamente solicitado pelo assinante ou utilizador, ou com a finalidade exclusiva de efetuar a transmissão de uma comunicação através de uma rede de comunicações eletrónicas.
Preferências
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para o propósito legítimo de armazenar preferências que não são solicitadas pelo assinante ou usuário.
Estatísticas
O armazenamento ou acesso técnico que é usado exclusivamente para fins estatísticos. O armazenamento técnico ou acesso que é usado exclusivamente para fins estatísticos anônimos. Sem uma intimação, conformidade voluntária por parte de seu provedor de serviços de Internet ou registros adicionais de terceiros, as informações armazenadas ou recuperadas apenas para esse fim geralmente não podem ser usadas para identificá-lo.
Marketing
O armazenamento ou acesso técnico é necessário para criar perfis de usuário para enviar publicidade ou para rastrear o usuário em um site ou em vários sites para fins de marketing semelhantes.
  • Gerenciar opções
  • Gerenciar serviços
  • Gerenciar {vendor_count} fornecedores
  • Leia mais sobre esses objetivos
Ver Preferências
  • {title}
  • {title}
  • {title}
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • Gerais
  • Colunistas
    • Mário Plaka
    • William Saliba
  • Opinião
    • Amauri Meireles
    • Flávia Presoti
    • Ricardo Ramos
    • Vitor Bizarro
  • Vídeos
  • Expediente
  • Fale Conosco
  • Login

2026 © CARTA DE NOTÍCIAS - Todos os Direitos Reservados. - Desenvolvido por: Lucca Tecnologia - Hospedado por: Onex Data Center

Not enough quota to unlock this post
Unlock left : 0
Are you sure want to cancel subscription?