Por Mário Plaka (*)
Se não mudar, nada muda. E nada muda se eu não quiser mudar. Enquanto essa consciência não for entendida, o país continuará parado — ou pior, afundando. Não adianta saber mais, ter lido livros, decorado fatos, assistido debates ou repetido discursos. Conhecimento sem atitude não transforma; saber sem agir é apenas peso na consciência.
Nada muda se conheço os estragos do socialismo, os crimes do comunismo, as mentiras recicladas da velha política, mas assisto a tudo como quem vê tragédia pela televisão. Indignação sem ação é conforto disfarçado. Nada muda se a cada dia surge um novo escândalo — corrupção, desvio, bancos, INSS, orçamento, poder — e eu apenas comento, compartilho e sigo a vida. O sistema continua porque o povo se acostumou.
Nada muda se lembro o que Lula disse, o que Lula fez, o que Dilma fez, o que esse projeto de poder fez, mas transformo memória em conversa de bar, não em decisão. Lembrar não basta: é preciso reagir. Nada muda quando a Constituição é rasgada por quem deveria defendê-la e o abuso vira regra. Pior ainda quando o povo chama isso de normal e segue a vida como se não fosse com ele.
Nada muda se abro a Bíblia mas não deixo que ela confronte minha própria conduta. Fé que não muda comportamento é só discurso religioso. Nada muda se conheço leis, direitos e deveres mas não respeito o que está escrito. Lei ignorada vira papel; justiça relativizada vira ferramenta de poder.
Nada muda enquanto mulheres são violentadas, crianças atacadas, jovens roubados do futuro e homens perdem propósito. Discurso bonito não protege ninguém. Nada muda se a polícia é desmoralizada, se a farda perde honra, se a autoridade é tratada como inimiga. Ordem não se sustenta sem respeito.
Nada muda se espero que apenas o político mude. O país não é só Brasília: começa no gari, no pedreiro, no professor, no advogado. O país é reflexo do caráter do seu povo. Nada muda se o pai não muda, se a mãe não muda, se o filho não muda. A nação começa dentro de casa. Nada muda se líderes se calam, se trocam verdade por conveniência, se vendem silêncio por conforto. Onde falta verdade, sobra confusão.
Nada muda diante do desemprego, dos impostos sufocantes, da fome e da miséria se cada um espera que “alguém” resolva. Esse “alguém” nunca vem. Porque a mudança não nasce no palácio: nasce em mim, na minha casa, na minha rua, no meu bairro, na minha cidade, no meu estado. Só depois chega a Brasília. Não adianta querer mudança sentado, vendo a banda passar, cantando estrofes de amor. É preciso entrar no jogo, com instrumentos, talentos e dons que Deus deu a cada um.
2026 não é apenas eleição, é responsabilidade. Chega de político profissional, de mandato eterno, de influencer travestido de representante do povo. Não basta conhecer: é preciso coragem. E coragem começa no eleitor. Se eu não mudar, nada muda. Se eu não agir, nada muda.
A história só muda quando alguém decide mudar primeiro. E esse alguém sou eu. Simples assim.























