Por Mário Plaka (*)
A crise vivida hoje pelos moradores do residencial Novo Esperança, em Ipatinga, deixou de ser, há muito tempo, um problema administrativo. O que está em jogo agora é algo muito maior: saúde pública. Em conversa recente com um amigo de Ipatinga, refletimos sobre um princípio básico que parece ter sido ignorado ao longo dos anos: saúde não se remedia, saúde se previne. E prevenção exige responsabilidade, planejamento e ação antecipada.
O que vemos hoje é exatamente o oposto disso. Distribuição de água por caminhão-pipa, medidas paliativas e soluções improvisadas não resolvem o problema; apenas escondem uma falha estrutural grave que se arrasta há anos. Enquanto isso, quem sofre é o povo, especialmente os mais vulneráveis: idosos, crianças e pessoas acamadas. Água não é favor. Água é vida. Água é saúde. Não cabe mais, neste momento, discutir exclusivamente de quem foi o erro inicial, seja falha de engenharia, erro de projeto ou omissão na execução.
Isso deve ser apurado com rigor, no tempo certo. Mas há algo que não pode esperar: a solução. Existe um residencial, existem famílias vivendo ali e existe uma realidade que não pode mais ser ignorada.
Cabe agora ao prefeito Gustavo Nunes, aos vereadores de Ipatinga, à direção da Copasa e às demais autoridades competentes agir com urgência para regularizar o abastecimento, garantir ligações adequadas, identificar e responsabilizar os culpados e, principalmente, impedir que a população continue sendo penalizada por erros que não cometeu.
Nesse contexto, é indispensável a atuação firme do Ministério Público de Minas Gerais, que pode e deve intervir, pois se trata de uma questão direta de saúde pública e dignidade humana. Fica aqui um chamado claro: essa é uma situação que exige ação imediata.
O Grupo Ouvidoria Popular, na pessoa de Mário Caetano de Souza, Mário Plaka, não se cala diante dessa realidade e chama também a atenção dos vereadores, dos agentes públicos e dos pré-candidatos que já começam a se movimentar politicamente. O momento de agir não é no discurso, é agora. A população não precisa de promessas futuras, precisa de solução presente. Porque, enquanto muitos discutem responsabilidades, o povo carrega baldes nas mãos. E isso, simplesmente, não pode continuar.























