Um avião da Latam Airlines Brasil permaneceu por cerca de 12 horas estacionado na taxiway A do Aeroporto Internacional de São Paulo-Guarulhos após a interrupção da decolagem na noite desse domingo (15). A aeronave, um Boeing 777-300ER matrícula PT-MUH, operava o voo LA-8146 com destino a Lisboa, em Portugal.
De acordo com informações do site de monitoramento aéreo FlightRadar24, o avião já havia alcançado aproximadamente 178 nós (cerca de 330 km/h) quando a tripulação decidiu interromper o procedimento ainda na pista. A manobra, conhecida na aviação como rejeição de decolagem, ocorre quando os pilotos optam por abortar a saída antes que a aeronave deixe o solo.
PROCEDIMENTO INCOMUM
Relatos e registros em vídeo indicam que a interrupção aconteceu após o início da rotação — momento em que o nariz da aeronave começa a ser elevado para a subida. A situação é considerada incomum, já que abortagens em velocidades elevadas e nesse estágio da decolagem não são frequentes.
Imagens feitas por passageiros e por pessoas que acompanhavam as operações do aeroporto mostram fumaça próxima aos pneus logo após a frenagem. O efeito é associado ao forte aquecimento dos freios e ao acionamento de dispositivos de segurança que podem liberar a pressão dos pneus em situações de parada brusca.
Após a interrupção, o avião deixou a pista principal e foi conduzido até a taxiway A, onde permaneceu aguardando avaliação técnica. Equipes especializadas atuaram no local para inspeção da aeronave, procedimento que inclui verificação estrutural, análise dos freios e eventual substituição de pneus antes da liberação para novo deslocamento.
OPERAÇÕES MANTIDAS
Apesar de o Boeing 777 ter ocupado parte da taxiway, as operações no aeroporto seguiram normalmente. Segundo a administração aeroportuária, pousos e decolagens foram mantidos com o uso de rotas alternativas de táxi e ajustes na movimentação em solo.
Os passageiros foram desembarcados diretamente na área operacional e transportados até o terminal. Em nota, a Latam informou que adotou os protocolos de segurança previstos, prestou assistência aos clientes e realizou reacomodações em outros voos, além de oferecer hospedagem quando necessário. Não houve registro de feridos.
INVESTIGAÇÃO DEVE APURAR CAUSAS
Diante das circunstâncias da ocorrência — especialmente pelo momento em que a decolagem foi interrompida — o caso deverá passar por apuração técnica para identificar os fatores que levaram à decisão da tripulação. Até a última atualização desta reportagem, não haviam sido divulgados detalhes sobre a causa específica da abortagem.
A movimentação da aeronave e os trabalhos de manutenção foram acompanhados ao vivo por canais especializados em aviação nas redes sociais, atraindo a atenção de entusiastas e profissionais do setor.























