O número de mortes causadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.889, de acordo com o boletim oficial divulgado pelo governo na última quinta-feira, 9. O relatório aponta que o desastre natural deixou 16 mil feridos e cerca de 17 mil desabrigados no país, com danos concentrados principalmente na região litorânea.
O boletim estatístico mais recente confirmou o acréscimo de 78 óbitos em comparação ao balanço divulgado no dia anterior, que contabilizava 3.811 mortes. Os tremores sucessivos, que alcançaram magnitudes de 7,2 e 7,5, causaram sérios estragos no estado de La Guaira. Na localidade, as autoridades registraram 856 prédios danificados e 190 desabamentos totais.
Até o momento, as equipes de resgate conseguiram salvar 6 mil pessoas. O atendimento assistencial alcançou 86 mil famílias, enquanto 89 abrigos provisórios foram instalados para acolher 16 mil cidadãos que perderam suas casas. A resposta governamental mobilizou um contingente de 30 mil agentes nacionais, 29 mil voluntários e 3 mil socorristas de delegações internacionais.
A gestão do desastre enfrenta críticas internas por conta da lentidão na distribuição de ajuda e nos trabalhos de resgate. Representantes governamentais contestaram as queixas e pediram a liberação de recursos financeiros que o país mantém bloqueados no exterior para apoiar a reconstrução.
Em paralelo, a Organização das Nações Unidas tenta levantar US$ 300 milhões em ajuda internacional para atenuar as consequências da tragédia. A crise agravou a situação humanitária na Venezuela, onde as agências internacionais estimam que cerca de 8 milhões de pessoas já necessitavam de assistência antes da ocorrência dos tremores.























