O ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Hospital DF Star, onde está internado desde a última sexta-feira (13). Apesar da evolução considerada positiva pela equipe médica, ele segue na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sem previsão de alta.
De acordo com os médicos responsáveis, Bolsonaro está em tratamento contra um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, com provável origem aspirativa. O boletim informa que houve recuperação da função renal e redução parcial de marcadores inflamatórios, indicando que o organismo do paciente está respondendo ao protocolo de antibióticos adotado pela equipe.
Mesmo com a melhora observada, o ex-presidente permanece sob cuidados intensivos, recebendo suporte clínico contínuo, além de sessões de fisioterapia respiratória e motora. O documento é assinado pelo cirurgião-geral Cláudio Birolini, pelos cardiologistas Leandro Echenique e Brasil Caiado, pelo coordenador da UTI geral Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e pelo diretor-geral do hospital, Allisson B. Barcelos Borges.
INTERNAÇÃO OCORREU APÓS MAL-ESTAR NA PRISÃO
Bolsonaro foi levado ao hospital após apresentar um quadro de saúde preocupante enquanto estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Segundo informações divulgadas à época da internação, ele apresentou febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese intensa e episódios de calafrios, o que motivou o acionamento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado e outros crimes. Ele estava detido em uma ala conhecida como “Papudinha”, estrutura localizada dentro do complexo penitenciário da capital federal.
APELOS POR PRISÃO DOMICILIAR HUMANITÁRIA GANHAM FORÇA
Diante do quadro de saúde e da necessidade de acompanhamento médico constante, aliados e apoiadores do ex-presidente passaram a defender com mais intensidade a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.
Segundo interlocutores próximos, a permanência em ambiente hospitalar e a necessidade de tratamento contínuo reforçam a avaliação de que Bolsonaro precisaria de condições mais adequadas para recuperação completa, com acompanhamento médico permanente e estrutura compatível com as exigências clínicas do caso.
Nos bastidores políticos, parlamentares e lideranças alinhadas ao ex-presidente têm manifestado preocupação com o impacto que um eventual retorno ao sistema prisional poderia ter sobre sua recuperação. A argumentação apresentada por esses grupos sustenta que, diante da gravidade do quadro respiratório e da fragilidade decorrente da infecção pulmonar, o tratamento em regime domiciliar seria a alternativa mais segura do ponto de vista médico.
O tema também mobiliza apoiadores em diferentes regiões do país, que defendem que o pedido seja analisado sob o prisma humanitário. Para esses grupos, a prioridade neste momento deveria ser garantir condições adequadas para que o ex-presidente conclua o tratamento e se recupere plenamente.
Enquanto o debate jurídico e político se intensifica, a equipe médica segue concentrada na evolução clínica do paciente. Até o momento, o hospital informa que Bolsonaro continuará internado na UTI, sob monitoramento permanente e sem previsão de alta hospitalar.























