O cantor Netinho, um dos nomes conhecidos da história do axé music brasileiro e intérprete do sucesso “Milla”, morreu nesta terça-feira (13), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. O artista enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, doença que evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos, segundo as informações divulgadas sobre seu estado de saúde.
A morte foi confirmada pela assessoria de imprensa do músico, que publicou uma nota de pesar nas redes sociais. O comunicado destacou a trajetória artística de Netinho, lembrando sua contribuição para a música brasileira, a energia nos palcos e a relação construída com o público ao longo da carreira.
A equipe também informou que o velório e a cremação serão realizados de maneira reservada, conforme o desejo manifestado pelo cantor, com a presença de familiares e amigos próximos.
Da Banda Beijo ao sucesso nacional
Nascido em Santo Antônio de Jesus, no interior da Bahia, Netinho mudou-se ainda criança para Salvador, onde teve contato com a música e começou a construir sua trajetória artística.
O reconhecimento nacional veio em 1988, quando assumiu os vocais da Banda Beijo durante o Carnaval de Salvador. Com a música “Beijo na Boca”, ganhou projeção e passou a figurar entre os artistas ligados à expansão do axé music pelo país.
Na sequência, emplacou outras canções, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida é Festa”, ampliando sua presença no cenário musical brasileiro.
“Milla” virou marca de sua carreira
Foi em 1996, três anos depois de iniciar a carreira solo, que Netinho alcançou um dos momentos mais marcantes de sua trajetória com o lançamento de “Milla”. A canção se tornou um dos grandes sucessos do axé e permaneceu associada à identidade musical do artista.
A música ganhou espaço em carnavais, shows e festas populares, consolidando o nome do cantor junto a diferentes gerações de fãs.
Vida pessoal e despedida
Entre 1997 e 2003, Netinho foi casado com a jornalista Mariana Trindade. Da união nasceu Bruna Trindade.
Durante o tratamento contra o câncer, o cantor compartilhou reflexões sobre a vida e sua relação com a música e os admiradores. Em mensagem reproduzida pela assessoria, ele expressou gratidão pela trajetória construída e pelas experiências proporcionadas pela carreira.
Com sua morte, o axé music perde uma de suas vozes reconhecidas, cuja obra ficou ligada à história do gênero e à memória de sucessivas gerações de foliões e amantes da música brasileira.























