Mais de 50 milhões de brasileiros já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), documento que substituirá gradualmente o antigo Registro Geral (RG) em todo o país. A mudança estabelece prazos distintos para a população: enquanto beneficiários de programas sociais precisam se adequar até 2027, os demais cidadãos terão até 2032 para realizar a troca.
De acordo com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, a CIN unifica a identificação civil ao adotar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único válido em todo o território nacional. A medida busca padronizar registros e reduzir inconsistências cadastrais entre diferentes órgãos.
Para quem recebe benefícios como aposentadoria, pensão, Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e auxílios assistenciais, a atenção ao calendário é fundamental. A partir de 2028, a apresentação da nova carteira será obrigatória para manutenção desses pagamentos, além de servir como base para o cadastro biométrico nacional.
O cronograma prevê que cidadãos sem registro biométrico deverão providenciar a emissão da CIN a partir de janeiro de 2027. Já aqueles que possuem biometria cadastrada terão a exigência efetiva a partir de janeiro de 2028. Para os demais brasileiros, a substituição do documento atual poderá ser feita de forma gradual até 2032.
EMISSÃO E AGENDAMENTO
O processo de solicitação da nova identidade é feito de forma digital, por meio da plataforma do governo federal. O cidadão deve acessar o portal oficial, selecionar o estado, conferir a documentação exigida e agendar atendimento no posto disponível mais próximo. Em seguida, basta escolher data e horário, informar os dados pessoais e comparecer ao local indicado.
MAIS SEGURANÇA E FUNCIONALIDADES
A nova carteira traz recursos tecnológicos que ampliam a segurança e a praticidade no dia a dia. Entre eles, está um QR Code que permite verificar a autenticidade do documento e identificar eventuais registros de perda ou roubo. A CIN também reúne informações pessoais, dados biométricos e permite ao cidadão manifestar a opção pela doação de órgãos.
Outro diferencial é a possibilidade de uso como documento de viagem em países do Mercosul, graças à inclusão de um código de padrão internacional semelhante ao utilizado em passaportes. A proposta é facilitar a identificação e o acesso a serviços públicos e privados, com maior confiabilidade.
VERSÃO DIGITAL INTEGRADA
Além da versão física, a CIN também pode ser acessada em formato digital pelo aplicativo gov.br. Após a emissão do documento impresso, o cidadão já pode baixar a versão eletrônica, que tem validade jurídica e funcionamento semelhante ao da Carteira Nacional de Habilitação digital.
A integração com a plataforma do governo também fortalece a segurança das contas dos usuários, facilitando o acesso a níveis mais elevados de autenticação, como a chamada conta “ouro”, que oferece maior proteção e acesso ampliado a serviços digitais.























