Um contingente de mulheres oriundas de campos de trabalho forçado da Coreia do Norte está sendo enviado ao território russo para reforçar a logística de apoio à guerra contra a Ucrânia. A informação, divulgada pelo jornal britânico The Sun com dados da agência moscovita East2West, indica que as trabalhadoras atuarão em instalações agrícolas, cozinhas e linhas de montagem destinadas a sustentar as operações militares de Moscou.
O deslocamento integra um acordo mais amplo firmado pelo regime de Pyongyang, que prevê a destinação de cerca de 50 mil pessoas para auxílio direto ao esforço beligerante russo. No país estrangeiro, as norte-coreanas serão submetidas a uma rotina de segregação e vigilância constante por supervisores masculinos enviados pelo próprio governo de Kim Jong-un, sem direito a compensações ou benefícios em caso de retorno ao país natal.
A remuneração prevista para as atividades é de aproximadamente R$ 30 por hora, mas expressiva parcela do montante será repassada diretamente aos cofres estatais norte-coreanos. Informações da inteligência da Coreia do Sul apontam que o fornecimento de pessoal para a guerra na Ucrânia já rendeu ao governo de Pyongyang cerca de R$ 68 bilhões, enquanto baixas de combatentes do país no conflito são estimadas entre duas mil e três mil pessoas, especialmente na região de Kursk.
Paralelamente ao suporte operacional feminino, autoridades ucranianas denunciam a intensificação de ataques com armamentos fornecidos pela Coreia do Norte. O governo de Volodymyr Zelensky também faz alertas sobre a ampliação do recrutamento de novos contingentes por Vladimir Putin, em um cenário de escalada nas ações de apoio logístico e militar entre as duas nações aliadas.























