A estudante Najmeh Amini, de 23 anos, recebeu a sentença de pena de morte no Irã sob a acusação de blasfêmia cometida por meio de publicações em redes sociais. A deliberação da Justiça iraniana ocorreu em 16 de setembro de 2026, mas os detalhes vieram a público recentemente, restando ainda a possibilidade de contestação perante a Suprema Corte do país.
Atualmente recolhida na prisão de Vakilabad, em Mashhad, no nordeste do país, a jovem também cumpre uma pena de 12 anos, seis meses e um dia de reclusão por alegações de atos contra a segurança nacional e divulgação de propaganda contrária ao governo.
A imposição da pena capital baseia-se no delito de insulto ao profeta Maomé, conhecido na legislação local como “sab ol-nabi”, infração que prevê execução para ofensas dirigidas a figuras sagradas do islamismo xiita. Em gravação vazada do presídio em setembro de 2026, Amini declarou-se inocente e solicitou ajuda a entidades internacionais, advogados e à Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante o processo, a defesa argumentou que as mensagens foram fruto de um momento de alucinação causado pela ingestão de cogumelos durante um encontro social. O magistrado, no entanto, descartou a versão e manteve a condenação.
A detenção de Amini ocorreu em 31 de janeiro de 2026 em um centro comercial de Mashhad, em meio a protestos deflagrados no fim de 2025 pela desvalorização cambial e pela alta da inflação, atos que posteriormente passaram a contestar o regime. Entidades de defesa dos direitos humanos, como a Iran Human Rights, manifestaram preocupação com o veredito e ressaltaram que mais de 600 execuções já foram registradas no Irã em 2026.























