Uma mobilização popular levou iranianos às ruas nesta terça-feira (7), quando grupos formaram correntes humanas ao redor de instalações de energia em diferentes regiões do país. A ação foi registrada inicialmente na Usina Termoelétrica de Kazerun, no sul do Irã, e teve como objetivo demonstrar apoio ao governo diante de possíveis ameaças externas.
Imagens divulgadas por uma agência de notícias local mostram moradores reunidos nas proximidades da usina, de mãos dadas, em um gesto simbólico de proteção às estruturas consideradas estratégicas. Segundo relatos, uma mobilização semelhante também ocorreu na cidade de Tabriz, no noroeste do país.
A iniciativa ganhou força após um apelo feito pelo vice-ministro de Esportes do Irã, Alireza Rahimi, que incentivou a participação de jovens, artistas e atletas em ações coordenadas para cercar instalações energéticas. A convocação ocorreu em meio ao aumento das tensões com os Estados Unidos.
Nos últimos dias, declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, indicaram a possibilidade de ataques a infraestruturas iranianas caso não haja mudanças em decisões estratégicas envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
O episódio se insere em um cenário mais amplo de conflito na região. Desde o fim de fevereiro, confrontos envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã têm provocado uma escalada militar com impactos em diversos países do Oriente Médio. Ataques e contra-ataques ampliaram a instabilidade, atingindo alvos militares e áreas urbanas.
Dados divulgados por organizações internacionais apontam para um número elevado de vítimas civis no Irã desde o início das hostilidades, além de baixas entre militares norte-americanos em decorrência de ações atribuídas ao governo iraniano.
A tensão também se estendeu a países vizinhos. O envolvimento de grupos aliados ao Irã, como o Hezbollah, contribuiu para o aumento das operações militares em territórios como o Líbano, ampliando o alcance do conflito.
Diante desse cenário, especialistas observam que manifestações como as correntes humanas refletem não apenas o apoio interno ao governo iraniano, mas também a preocupação da população com possíveis ataques a infraestruturas essenciais para o funcionamento do país.























