Governos e representantes internacionais manifestaram-se nesta quarta-feira (4) sobre o desfecho das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, que resultou na retomada do controle da Câmara dos Representantes e do Senado pelo Partido Democrata, impondo um revés político ao governo de Donald Trump.
O novo equilíbrio de forças no Legislativo norte-americano concedeu aos democratas 54 assentos no Senado contra 44 republicanos, além de 234 vagas na Câmara dos Representantes ante 139 da oposição republicana. No âmbito estadual, o quadro partidário passou a contar com 28 governadores democratas e 20 republicanos.
Em Pequim, a diplomacia chinesa tratou a votação como um assunto interno dos norte-americanos. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, destacou a disposição do país asiático em manter o diálogo, administrar divergências e preservar a estabilidade estratégica bilateral com base no respeito mútuo e na cooperação.
No Oriente Médio, autoridades iranianas interpretaram o resultado das urnas como uma resposta direta do eleitorado norte-americano ao conflito militar na região e à inflação doméstica. O líder supremo do país, aiatolá Mojtaba Khamenei, declarou em mensagem virtual que a alternância política nos Estados Unidos não elimina a postura hostil de Washington contra a nação persa. Paralelamente, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, apontou que o pleito representou uma rejeição popular à guerra.
Entre os aliados europeus, a chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, expressou a expectativa de que os novos parlamentares norte-americanos continuem fornecendo suporte à Ucrânia e ampliem a pressão diplomática sobre a Rússia. Em Moscou, o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, indicou a intenção do Kremlin de ver o prosseguimento das iniciativas de pacificação por parte de Trump.
Já o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, apontou que o reconhecimento do resultado eleitoral abre espaço para cooperação global no combate à crise do custo de vida, vinculando a estabilização de preços ao fim das hostilidades no exterior. Na Europa Ocidental, o presidente de governo da Espanha, Pedro Sánchez, relacionou o revés conservador a um enfraquecimento de correntes de extrema-direita no cenário ocidental, enquanto o chanceler francês, Jean-Noël Barrot, elogiou a aceitação dos números oficiais e classificou o processo como uma demonstração da solidez democrática.

























