O clássico álbum Rubber Soul, lançado originalmente pelos Beatles em 1965, lidera a apuração de meio de semana da parada oficial de álbuns e caminha para retomar o primeiro lugar. O resultado parcial ocorre seis décadas após a última vez em que a obra ocupou o topo da lista musical, impulsionada pelo interesse do público em uma nova edição abrangente.
O projeto comemorativo, lançado mundialmente na última sexta-feira (9) ganhou destaque nas vendas e execuções após ser relançado em formato expandido. O pacote reúne materiais de arquivo que documentam o processo de produção da época, atraindo ouvintes históricos e novas audiências para o catálogo da banda britânica.
Entre os atrativos da reedição estão 24 registros de estúdio até então inéditos. O conjunto inclui 20 tomadas de gravação nunca divulgadas oficialmente e três fitas de demonstração caseiras, que oferecem uma perspectiva aprofundada sobre as composições do grupo no período.
George Harrison considerava Rubber Soul o melhor dos Beatles
Em entrevista concedida na década de 1990 e resgatada pelo site Beatlesebooks.com, o guitarrista George Harrison revelou que considerava “Rubber Soul”, lançado no final de 1965, o melhor trabalho de estúdio produzido pelos Beatles. Para o músico, o sexto disco da carreira do quarteto britânico representou um momento crucial de evolução pessoal e artística, marcado pela abertura para novas experiências sonoras.
O projeto reúne faixas consagradas como “Drive My Car”, “Norwegian Wood (This Bird Has Flown)”, “Michelle” e “In My Life”. De acordo com os relatos de Harrison, a equipe sabia que estava concebendo um álbum diferenciado, dedicando mais tempo em estúdio e testando caminhos inéditos. Ele ressaltou que o período permitiu à banda absorver timbres nunca antes explorados e receber forte inspiração do trabalho de outros artistas, refletindo o amadurecimento dos integrantes.
Comercialmente, o registro ultrapassou a marca de 10 milhões de unidades comercializadas globalmente e conquistou certificação de ouro no Brasil. Na época das gravações, o quarteto também registrou as faixas “Day Tripper” e “We Can Work It Out”, lançadas conjuntamente em formato de single e deixadas fora da lista final do álbum.
O lançamento marcou uma virada estética na trajetória dos Beatles ao misturar elementos de folk, soul e rock psicodélico. Além da sonoridade renovada, o trabalho inovou na apresentação visual, tornando-se o primeiro disco da banda a não exibir o nome do grupo na capa. O título surgiu como uma paródia criada por Paul McCartney após ouvir um músico norte-americano declarar que Mick Jagger cantava com uma “alma de plástico” (plastic soul), conceito adaptado para a imagem de “alma de borracha” estampada no projeto.























