O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recebeu através de representação judicial denúncia grave contra a WR Construtora e Incorporadora em Ipatinga. A acusação aponta que a empresa vende apartamentos na planta sem os devidos registros dos empreendimentos em cartórios.
Três residenciais da construtora apresentam essa irregularidade na cidade. Além disso, o grupo planejava lançar um novo prédio em um terreno que pertence terceiros e sem autorização da prefeitura para construir.
A denúncia chegou ao Promotor de Justiça na última segunda-feira (21/06). O documento revela que os diretores e sócios da WR comandam o esquema. “Eles usam empresas parceiras e corretores para atrair compradores de boa-fé. Os clientes compram os imóveis sem saber que os projetos não possuem proteção jurídica”, cita a denúncia.
O estopim que motivou a denúncia imediata às autoridades judiciais e policiais foi a realização, na noite de desta terça-feira, (23/06) às 19:00 horas, de um coquetel oficial de lançamento imobiliário nas dependências do Edifício ON. O evento, promovido pela diretoria da WR e sua equipe de corretores de imóveis, abriu as vendas de um novo projeto denominado Terrace, registrado sob a matrícula nº 92.934, no Cartório de Registro de Imóveis de Ipatinga.
IRREGULARIDADES
A situação financeira do grupo agrava o risco para os consumidores da região. Uma auditoria recente mostra que a construtora acumula uma dívida total de quase 139 milhões de reais. Parte desse dinheiro envolve dívidas com bancos e terrenos dados como garantia. Sem o registro dos imóveis, os compradores podem perder todo o dinheiro investido caso a empresa quebre.
O caso mais recente envolve um evento de lançamento que a empresa planejava neste mês de junho.
A construtora pretendia lançar um prédio no Bairro Imbaúbas. Porém, os documentos provam que o terreno ainda pertence a terceiros e a obra não tem alvará da prefeitura.
A representação pede a suspensão imediata dos contratos e dos anúncios de vendas na internet. Os denunciantes exigem a devolução do dinheiro de quem comprou os apartamentos, além de uma multa de metade do valor pago.
A reportagem do Carta de Notícias entrou em contato com WR Construtora e Incorporadora. A empresa ainda não foi notificada e está se inteirando sobre as alegações. Deverá se manifestar posteriormente sobre o assunto.























