A chegada do inverno e a consequente redução da umidade do ar intensificam as lesões na pele de pacientes diagnosticados com psoríase. Durante a estação mais fria do ano, o clima seco acelera o ressecamento cutâneo, o que provoca aumento de coceira, descamação e o aparecimento de novas placas inflamatórias. Para minimizar os danos, especialistas reforçam a necessidade de hidratação intensa e do uso de medicamentos adaptados às características individuais de cada paciente.
A psoríase é uma condição inflamatória crônica influenciada por fatores genéticos, imunológicos e ambientais. Nos meses de temperaturas baixas, a perda de água pela pele compromete a barreira cutânea, que já é naturalmente fragilizada em quem convive com a patologia. Além do clima, mudanças na rotina, como banhos longos em água muito quente e a menor exposição à luz solar, contribuem de forma significativa para a piora do quadro clínico.
De acordo com Luciane Bresciani Quirino, assessora técnica da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), a adoção de cuidados básicos diários é indispensável. A especialista indica o uso contínuo de hidratantes, a escolha por produtos de higiene suaves e a manutenção de um estilo de vida saudável. O manejo do estresse também é apontado como um fator relevante para evitar o desencadeamento de novas crises.
No campo terapêutico, a personalização dos medicamentos tem se destacado como uma estratégia eficaz. O setor de farmácias de manipulação permite a criação de compostos adequados à idade do paciente, ao nível de sensibilidade da pele e à extensão das lesões. O médico dermatologista pode prescrever diferentes texturas, como loções, pomadas, cremes ou xampus, combinando princípios ativos em um único produto para facilitar o uso diário e estimular a continuidade do tratamento.
As formulações tópicas atuais contam com sistemas avançados de liberação, garantindo que os compostos atuem de forma mais precisa em regiões específicas, como couro cabeludo e áreas de dobras. Embora a doença ainda não tenha cura definitiva, a associação de novas tecnologias farmacêuticas com o acompanhamento médico e farmacêutico regular garante o controle dos sintomas e promove mais qualidade de vida aos pacientes.

























