A Associação Cultural Museu Vivo, localizada no bairro das Fontes, em Ipatinga, começa neste mês de agosto a elaboração participativa de seu plano museológico. A iniciativa busca organizar as atividades da instituição, fortalecer a preservação patrimonial e ampliar a integração com a comunidade do Vale do Aço, alinhando-se às diretrizes da Lei Federal 11.904/2009, que instituiu o Estatuto dos Museus.
Denominado “Projeto Raízes Vivas: Plano Museológico e Divulgação do Acervo do Museu Vivo”, o trabalho é financiado pela Política Nacional Aldir Blanc (Edital 04/2026 – Execução Cultural), contando com o suporte da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais e a realização do Ministério da Cultura.
Reconhecido como entidade pública sem fins lucrativos e cadastrado no Sistema Nacional de Museus, o espaço atua há mais de dez anos na oferta de atividades culturais e educativas para públicos de diferentes idades. Seu acervo reúne documentos, ferramentas, equipamentos e objetos que registram a trajetória do povoamento regional. Os itens retratam desde os primeiros habitantes indígenas e a passagem de tropeiros, ferreiros, carvoeiros e comerciantes até a chegada de imigrantes europeus e a consolidação do parque industrial no Vale do Aço.
A construção do plano prevê a realização de pesquisas, oficinas e etapas de catalogação com a colaboração de especialistas, consultores, parceiros sociais e voluntários. Como resultado, parte da coleção será digitalizada e disponibilizada para consulta no site da associação. Além disso, um documento com o diagnóstico estrutural e as diretrizes estratégicas para os próximos anos será apresentado formalmente à sociedade e aos órgãos competentes.
Segundo os parâmetros do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o instrumento é fundamental para assegurar a gestão eficiente, a transparência e a continuidade das ações de preservação patrimonial. Com a iniciativa, a instituição pretende consolidar parcerias com escolas, entidades locais e o poder público.























