Integrantes do Movimento Pró-Vidas reuniram-se com dirigentes da concessionária responsável pelo Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte para defender que o início das obras ocorra no trecho conectado à BR-381, na altura do trevo de Ravena. O encontro foi realizado na última sexta-feira (31), na capital mineira, com o objetivo de debater o andamento do projeto, a situação do licenciamento ambiental e a definição do ponto de partida da construção.
Durante a reunião, o coordenador do Movimento Pró-Vidas, Clésio Gonçalves, ressaltou que dar prioridade a esse segmento criará uma rota alternativa para os motoristas que chegam à capital vindos do Vale do Aço e de outras regiões do Leste de Minas Gerais. O novo traçado permitirá o acesso direto a locais como o Aeroporto Internacional de Confins, a Cidade Administrativa e municípios da Região Metropolitana, reduzindo os congestionamentos diários na chegada a Belo Horizonte. De acordo com o presidente da concessionária, Nicola Trovato, a proposta é viável e o trecho deve ser o primeiro executado por cruzar predominantemente áreas rurais, exigindo menor intervenção urbana.
A equipe técnica e a consultoria jurídica da concessionária apresentaram detalhes sobre o projeto e o panorama judicial do licenciamento ambiental. A expectativa dos dirigentes é de que haja um desfecho na Justiça em setembro. Se o resultado for favorável, a previsão é iniciar as obras no começo de 2027, com estimativa de conclusão até 2029, segundo o movimento.
A mobilização em torno da iniciativa inclui uma carta-manifesto com a assinatura de aproximadamente 100 lideranças políticas, empresariais e da sociedade civil. A reunião contou também com a participação do presidente da Federação das Empresas de Transportes de Carga do Estado de Minas Gerais (Fetcemg), Gladstone Rodrigues, do prefeito de Sabará, Sargento Rodolfo, e do gerente-geral da Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Belo Horizonte (Grambel), Bruno Duarte.
O Movimento Pró-Vidas destacou ainda que o Rodoanel possui um traçado totalmente independente da duplicação da BR-381. Enquanto a duplicação na entrada de Belo Horizonte enfrenta entraves complexos de reassentamento de famílias, a nova via funcionará como um contorno rodoviário autônomo para redistribuir o tráfego metropolitano.























