A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta terça-feira (12) que a estatal deve promover um reajuste no preço da gasolina nos próximos dias. Sem antecipar valores ou uma data exata para a mudança, ela resumiu a expectativa ao dizer que o aumento “vai acontecer já já”.
A declaração foi feita em meio às oscilações do mercado internacional de petróleo e seus derivados, que têm pressionado os preços praticados no setor de combustíveis. Segundo a executiva, a companhia monitora diariamente essas variações, mas mantém uma política comercial que busca evitar repasses imediatos ao consumidor brasileiro.
Magda Chambriard explicou que a decisão sobre o reajuste leva em conta não apenas o cenário externo, mas também fatores internos do mercado nacional, como a concorrência com o etanol hidratado. De acordo com ela, a recente queda no preço do biocombustível influencia diretamente a estratégia da empresa, especialmente no caso da gasolina, que disputa espaço com o combustível renovável em veículos flex.
“Estamos tratando desse aumento de gasolina, mas sempre de olho no nosso market share e na evolução do mercado do etanol”, afirmou.
A presidente da estatal destacou ainda que o comportamento do etanol nos últimos dias, com recuo de preços no mercado brasileiro, alterou o equilíbrio de competitividade entre os combustíveis, o que impacta diretamente as decisões da companhia.
Outro ponto citado foi a preocupação com a manutenção da participação da Petrobras no mercado interno de combustíveis. Segundo Magda, a empresa não pretende abrir mão dessa fatia, mesmo diante da pressão de concorrentes e das variações internacionais.
“Não estamos dispostos a abrir mão dele”, disse ao se referir ao market share da companhia.
A executiva também mencionou que a Petrobras tem atuado em conjunto com o governo em medidas voltadas a reduzir o impacto dos preços sobre o consumidor. Ela citou iniciativas recentes de subvenção ao diesel, que somaram R$ 1,50 por litro em diferentes etapas, como forma de amortecer os efeitos da alta internacional.
Além da gasolina, Magda informou que também há previsão de reajuste no preço do gás natural. Segundo ela, todas as decisões seguem sendo tomadas com base no acompanhamento do mercado global e na necessidade de preservar a competitividade da estatal no cenário brasileiro.























