A primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, criticou nesta segunda-feira (11) os vídeos publicados nas redes sociais por apoiadores da direita que aparecem ingerindo produtos da marca Ypê. As gravações começaram a circular após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinar o recolhimento de determinados lotes de itens de limpeza da empresa.
Durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, Janja classificou os conteúdos como um ato de “ignorância” e questionou a disseminação desse tipo de comportamento nas redes.
— Até quando a gente vai ver gente bebendo detergente contaminado? É muita ignorância! — afirmou.
A reação da primeira-dama ocorreu depois que a Anvisa anunciou a suspensão e o recolhimento de lotes específicos de lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes identificados com final 1. Em resposta à medida, alguns apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a publicar vídeos consumindo os produtos como forma de contestar a decisão do órgão regulador.
A declaração de Janja foi dada durante a solenidade de sanção da lei que institui o Dia Nacional em Memória das Vítimas da Covid-19. Em tom emocionado, ela relembrou a morte da mãe durante a pandemia e associou o episódio às consequências da crise sanitária no país.
Segundo a primeira-dama, a mãe sofria de Alzheimer e a família já convivia com a expectativa da progressão da doença, mas a perda causada pela Covid-19 trouxe impacto diferente.
— Ela ter sido arrancada de mim pela covid e ver aquelas 700 mil pessoas que foram arrancadas da gente pela irresponsabilidade, do desincentivo ao uso de máscara, por negar as vacinas, por tudo que aconteceu — declarou.
Janja também afirmou que ainda espera responsabilização de pessoas que, na avaliação dela, contribuíram para o agravamento da pandemia no Brasil. Sem citar nomes diretamente, ela criticou o fato de alguns envolvidos seguirem atuando na vida pública.
— Ainda falta um pedacinho dessa ponta que é a justiça. Ver pessoas que ajudaram esse quadro estarem andando livremente pelo país, inclusive eleitos, me causa muita revolta — disse.























