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Anatomia de um crime: a história da impressão digital

Redação por Redação
11 de setembro de 2020
em Articulistas, Opinião
Tempo de Leitura: 2 minutos de leitura
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Anatomia de um crime: a história da impressão digital

A semente da impressão digital, ou datiloscopia, nasceu em 1882 na França, mas foi somente em 1888, na Inglaterra, que ela foi aperfeiçoada

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Marcelo Dilla (*)

A semente da impressão digital, ou datiloscopia, nasceu em 1882 na França, mas foi somente em 1888, em Londres, que ela foi aperfeiçoada e se tornou parte imprescindível para desvendar “crimes quase que perfeitos”. Nesta época, os ingleses já tinham a polícia investigativa mais moderna do mundo, a tal ponto, que o escritor Arthur Conley havia criado em 1887, o investigador (fictício) mais famoso da história: “Sherlock Holmes”.


De posse do alto grau de investigação criminal daquela época e ainda inspirada pelas “estórias bem sucedidas” de Sherlock Holmes, a polícia investigativa inglesa através da famosa Scotland Yard, criou em 1901, o seu “Departamento de Impressão Digital”.

O primeiro caso (e de toda a história), em que foi usada a “impressão digital”, ocorreu em 1905 em Londres após um duplo assassinato seguido de roubo, que ficou conhecido como “caso dos assassinos mascarados”. Dois irmãos, Alfred e Albert, usando máscaras feitas de meias-calças femininas, entraram numa loja e mataram os seus donos (um casal) para poderem roubar.

Como o crime chocou toda Londres, a Scotland Yard entrou em ação rapidamente e com as investigações, logo já tinha dois suspeitos em mira. Os acusados não admitiam o crime, dizendo que nunca foram até aquela loja. Sobre os objetos encontrados com eles, os mesmos diziam ter “comprado” de terceiros, ou seja, pessoas que eles não conheciam.

A Scotland Yard concluiu que os ambos eram os verdadeiros assassinos. No entanto, isso não seria o suficiente para condená-los. Afinal, como usavam máscaras no momento do assalto, as testemunhas de acusação no tribunal – que presenciaram os dois homens saindo às pressas da loja – não conseguiram identificar os dois como sendo os autores do crime.

Seriam necessárias provas mais contundentes. E foi aí, que a Scotland Yard tirou o ‘seu coelho da cartola’ apresentando as provas durante o julgamento: as impressões digitais. Elas foram recolhidas da gaveta de dinheiro do caixa da loja, do balcão e de outros objetos da loja.

Os assassinos não teriam mais como escapar e os irmãos acabaram então sendo condenados.

(*) Marcelo Dilla é cronista e vocalista da banda Creedence Cover

Tag: datiloscopiaimpressão digitalScotland Yard
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