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Comércio em Minas Gerais avança 2,3% em agosto

No Brasil houve recuo de -0,1% em relação ao mês anterior.

Cid Miranda por Cid Miranda
7 de outubro de 2022
em Sem Categoria
Tempo de Leitura: 4 minutos de leitura
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Comércio em Minas Gerais avança 2,3% em agosto

No ano de 2022 (janeiro a agosto), Minas apresenta avanço de 7,6% (Foto: Eduardo Peret/ IBGE Notícias)

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Na passagem de julho para agosto de 2022, na série com ajuste sazonal, o volume de vendas do comércio varejista em Minas Gerais avançou 2,3%. No Brasil houve recuo de -0,1% em relação ao mês anterior. Com esse resultado, no ano de 2022 (janeiro a agosto), Minas apresenta avanço de 7,6% (5 taxas positivas e 3 negativas) sendo que no Brasil verificou-se um avanço de 3,1%, desde o início do ano.

Já o volume de vendas do comércio varejista no país mostrou estabilidade de julho para agosto, registrando variação de -0,1%. No entanto, este é o terceiro mês consecutivo de taxa no campo negativo, período em que acumulou perda de 2,5%. Na comparação com agosto de 2021, houve crescimento de 1,6%. No ano, o setor acumulou aumento de 0,5%, e, nos últimos 12 meses, queda de 1,4%.


Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada hoje (7) pelo IBGE.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas em julho caiu 0,6% frente a julho e 0,7% contra agosto de 2021.

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, o resultado de agosto posiciona o comércio no menor patamar do ano de 2022. Ainda em termos de patamar, o volume de vendas do comércio se encontra 1,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 5,2% abaixo do ponto mais alto da série, em outubro de 2020. “A trajetória da PMC depois da pandemia ainda é bem volátil”, explica.

No resultado de agosto contra julho, cinco das oito atividades pesquisadas estavam no campo positivo: Tecidos, vestuário e calçados (13,0%), Combustíveis e lubrificantes (3,6%), Livros, jornais, revistas e papelaria (2,1%), Móveis e eletrodomésticos (1,0%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,2%). Já as atividades com variações no campo negativo foram: Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,4%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-1,2%) e Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-0,3%).

“Este mês, ficou muito clara a participação da atividade de Hiper e supermercados como fator âncora, segurando a variação muito próxima ao zero. A atividade pesa cerca de 50% no índice global. Artigos farmacêuticos, com -0,3%, também contribuiu em termos de peso para essa ancoragem”, explica o pesquisador.

Ainda segundo o gerente da pesquisa, outras duas atividades que caíram – Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e Outros artigos de uso pessoal e doméstico – têm ganhado relevância na análise dos resultados, devido aos resultados negativos nos últimos meses.

Santos destaca também a atividade de Combustíveis e lubrificantes, que cresceu 3,6%, após uma alta de 12,6% em julho. “A redução nos preços dos combustíveis levou a receita nominal a uma queda de 4,5%, mas que foi compensada com um rebatimento de 3,6% no volume. Em julho esse rebatimento foi maior, porque a redução nos preços também foi maior”.

Já a atividade de Tecidos, vestuário e calçados, com crescimento de 13,0%, devolve em parte as quedas dos últimos meses. “A atividade caiu 11,4% de maio pra junho e 13,0% de junho pra julho, então, o atual crescimento não chega nem a compensar as quedas dos meses anteriores”, explica.

No varejo ampliado, o crescimento de 4,8% de Veículos, motos, parte e peças também vem após vários meses de queda. “A atividade caiu 4,5% de maio para junho e 2,7% de junho para julho, então, o resultado de agosto ainda não é suficiente para retomar o patamar anterior a esses dois meses de queda”, explica o gerente. Ele acrescenta que esse crescimento no volume também está refletindo a uma queda nos preços dos veículos.

Por outro lado, atividade de Material de construção teve queda de 0,8%. “Houve um forte crescimento após a pandemia, tanto para obras residenciais, num primeiro momento, como para obras maiores, numa segunda onda. Agora, aos poucos, esse crescimento está sendo descontado. A atividade chegou a estar mais de 12,0% acima do patamar pré-pandemia e hoje está 1,6% acima”, contextualiza Santos.

COMÉRCIO VOLTA A CRESCER APÓS TRÊS MESES DE QUEDA

A PMC divulgada hoje também mostra que, na comparação com agosto de 2021, o comércio varejista cresceu 1,6%, após três meses seguido de queda.

Cinco atividades tiveram crescimento: Combustíveis e lubrificantes (30,2%), Livros, jornais, revistas e papelaria (19,0%), Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (6,6%), Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (2,1%) e Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,4%).

Os três setores que recuaram na comparação interanual foram Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-10,5%), Móveis e eletrodomésticos (-8,5%), e Tecidos, vestuário e calçados (-5,6%).

Ambas as atividades do comércio varejista ampliado registraram queda: Veículos e motos, partes e peças de 4,1% e Material de construção de 7,1%.

VENDAS DO VAREJO CRESCEM EM 15 UNIDADES DA FEDERAÇÃO

Na passagem de julho para agosto, 15 unidades da federação tiveram alta, com destaque para Paraíba (27,1%), Roraima (3,9%) e Distrito Federal (3,6%). Já entre as quedas, destacam-se Sergipe (-2,2%), Rondônia (-1,9%) e Pernambuco (-1,7%).

Frente a agosto de 2021, houve resultados positivos em 20 unidades da federação, com destaque para: Paraíba (35,6%), Roraima (16,5%) e Mato Grosso (16,3%). Pressionando negativamente destacam-se Rio de Janeiro (-6,7%), Pernambuco (-5,0%) e Rondônia (-3,8%). Goiás registrou estabilidade (0,0%).

“Esse crescimento na Paraíba está relacionado a estratégias de grandes empresas em relação a distribuição e comercialização de seus produtos. A Paraíba hoje é um polo de distribuição no Nordeste”, explica Santos.

MAIS SOBRE A PESQUISA

A PMC produz indicadores que permitem acompanhar o comportamento conjuntural do comércio varejista no país, investigando a receita bruta de revenda nas empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e cuja atividade principal é o comércio varejista.

Iniciada em 1995, a pesquisa traz resultados mensais da variação do volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e comércio varejista ampliado, que inclui automóveis e materiais de construção, com dados para o Brasil e as unidades da federação. Os resultados podem ser consultados no Sidra.

Tag: comércio varejistaIBGEresultado positivovendas do comércio
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