A Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) divulgou nota para repudiar invasões de terra no Brasil. A entidade pede que o atual governo intervenha junto às lideranças dos movimentos no sentido de apaziguar a vida no campo, para que a agricultura e a pecuária brasileiras continuem sendo a locomotiva da economia nacional.
“Essas ações de movimentos que, pensávamos, já estarem ultrapassados e excluídos do Brasil, que deseja se tornar moderno e inserido de forma cada vez mais eloquente no contexto econômico mundial, como se caracteriza nosso país, só trazem sérios prejuízos à imagem, dando mais incentivo aos concorrentes internacionais acelerarem a insidiosa campanha contra o agronegócio brasileiro”, escreveu a associação.
No fim de semana, militantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL), liderada por José Rainha, ex-líder do MST, invadiram propriedades de vários municípios do oeste paulista, incluindo de Marabá Paulista, Presidente Prudente, Sandovalina e Rosana. A Justiça de São Paulo concedeu decisão determinando a saída imediata dos invasores. Outras associações de produtores rurais, como a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de São Paulo (Aprosoja) e a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) já manifestaram repúdio às invasões.
De acordo com a Revista Oeste, nos últimos quatro anos, no governo de Jair Bolsonaro, foram 24 invasões de terras no Brasil, número incomparavelmente menor que nos governos anteriores, segundo dados do Incra. No governo de Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), foram 2,5 mil invasões — uma por dia, praticamente, e nos oito anos do governo Lula, 2 mil invasões foram registradas, uma a cada um dia e meio. No governo da também petista Dilma Rousseff (2011 a 2016), foram mil invasões.
Leia a nota da Abag, na íntegra:
A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) repudia todo e qualquer ato de invasão a propriedades, públicas ou privadas, destinadas à produção agroindustrial e clama para que o atual governo intervenha junto às lideranças dos movimentos insurgentes no sentido de apaziguar a vida no campo, para que a agricultura e a pecuária brasileiras continuem sendo a locomotiva da economia nacional, cuja contribuição se mantenha ou até supere os 25% de nosso PIB.
Um país que está em ampla campanha na busca de investidores, nacionais e internacionais, para a garantia de seu desenvolvimento econômico-social, não pode mais conviver com invasões a propriedades rurais como novamente estamos assistindo nessas últimas semanas, por criar um clima de insegurança e desestímulo a quem planeja investir em um setor de grande importância para a economia nacional pela sua pujança e organização.
Essas ações de movimentos que, pensávamos, já estarem ultrapassados e excluídos do Brasil, que deseja se tornar moderno e inserido de forma cada vez mais eloquente no contexto econômico mundial, como se caracteriza nosso país, só trazem sérios prejuízos à imagem, dando mais incentivo aos concorrentes internacionais acelerarem a insidiosa campanha contra o agronegócio brasileiro.