Por Mário Plaka (*)
O Brasil está diante de um dos episódios mais revoltantes da história recente: mulheres negras, pobres, vindas do Sul do país, foram jogadas dentro de um estábulo — tratadas como animais, como se fossem parte de um rebanho descartável. E tudo isso sob o silêncio covarde daqueles que, por anos, se colocaram como “defensores das minorias”. Mas esse silêncio não é novidade. Ele é parte da tradição da mentira, da manipulação e da humilhação.
Durante décadas, Lula e o PT construíram uma máquina de repetir falsidades contra seus adversários enquanto, eles mesmos, tratavam as minorias com desprezo, insulto e deboche. Não é invenção, não é montagem, é fala pública documentada: Lula ao citar a cidade de Pelotas disse que o Rio Grande do Sul era “um estado exportador de viado”. Sim, ele disse isso com microfone, plateia e risada. É o mesmo Lula que chamou um negro pobre, sem dentes, de “coitado”; que insinuou que “quem gosta de miséria é o pobre”; que debocha de travestis, de nordestinos e de tudo que não pertence à bolha da elite petista.
E ainda tem quem defenda. É esse mesmo governo que agora, diante de mulheres negras sendo tratadas como gado, simplesmente finge que não viu. Cadê as feministas? Cadê os movimentos negros? Cadê os defensores dos direitos humanos? Cadê um ministro que tenha coragem de cobrar explicações? Sumiram. Cala-boca generalizado.
A verdade é simples e brutal: quando é a esquerda que humilha, a esquerda se cala. E quem continua justificando precisa admitir: não está defendendo pobre, preto, travesti ou mulher alguma; está defendendo partido, líder político e narrativa. Enquanto isso, o povo — o verdadeiro povo — é jogado na lama.
Aquela senhora da marcha das mulheres negras, anos atrás, é o símbolo máximo disso. Manipulada, enganada, usada. Disseram a ela que Bolsonaro era o monstro, plantaram frases falsas, fabricaram vídeos, enfiaram ódio na cabeça dela — e ela acreditou, como milhões acreditaram. Só que agora, com mulheres negras dentro de estábulos, a máscara caiu. Caiu tão violentamente que nem a imprensa censurada consegue esconder.
A esquerda construiu sua força sobre mentiras. E agora se destrói com a verdade. A mentira humilha. O silêncio condena. E o povo pobre, preto, indígena e travesti jamais foi prioridade dessa elite que vive em aviões, hotéis de luxo, comitivas milionárias e festas pagas com dinheiro público. Eles só servem para discurso, palanque, propaganda e teatrinho político. Depois, são descartados como papel higiênico usado.
Enquanto isso, quem denuncia é atacado, quem fala a verdade é perseguido, e quem enxerga é chamado de radical. Mas radical mesmo é tratar ser humano como animal; é usarem a estrutura do Estado para humilhar quem não tem voz; é fingirem defender minorias enquanto as destroem moralmente.























