Por William Saliba (*)
Mais uma vez, o improviso e descoordenação marcam governo Lula. O episódio ocorrido nesta quinta-feira, durante o lançamento do programa “Gás do Povo” em Belo Horizonte, escancarou novamente a dificuldade do governo Lula em transmitir suas propostas de forma clara e organizada.
CONSTRANGIMENTO DO MINISTRO
Em meio ao ato oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repreendeu publicamente o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, por não conseguir explicar o funcionamento da iniciativa de modo compreensível para a plateia. Com ironia e tom de cobrança, Lula interrompeu a fala do auxiliar e declarou: “Tenho certeza de que, se eu perguntar, ninguém entendeu. E não tem coisa pior do que sair de um jogo de futebol sem saber quanto foi o resultado”. A cena, em que o chefe do Executivo tratou seu ministro como um aluno desatento, foi transmitida ao vivo e repercutiu imediatamente.
MARCA DO IMPROVISO
O constrangimento não foi apenas um detalhe protocolar: simboliza a falta de coordenação de um governo que, apesar dos recursos bilionários anunciados em programas sociais, não consegue apresentar resultados consistentes nem transmitir confiança à população. O improviso, que poderia ser tolerado em situações pontuais, tornou-se rotina.
QUEM PAGA A CONTA
O “Gás do Povo” prevê a substituição do Auxílio-Gás pela entrega direta de botijões às famílias cadastradas no CadÚnico, com orçamento bilionário e metas ambiciosas de distribuição, onde a conta final fica para o brasileiro que trabalha e paga imposto.
No entanto, nem mesmo os ministros conseguem detalhar com clareza o funcionamento da política — um reflexo preocupante da ausência de planejamento e de comunicação eficiente.
REJEIÇÃO CRESCENTE
A cena em Belo Horizonte soma-se a outros episódios em que Lula expôs em público a própria equipe, revelando atritos e desorganização. Não é coincidência que as últimas pesquisas mostrem uma rejeição crescente ao governo: a população, cansada de promessas e encenações, cobra resultados concretos.
Sem coordenação e com falhas na execução de programas sociais, a imagem do Planalto passa a ser associada ao improviso, ao personalismo e à dificuldade de transformar discursos em realizações. Ao repreender seu ministro diante das câmeras, Lula deixou claro que a maior fragilidade de sua gestão não está apenas no desempenho de subordinados, mas na incapacidade do próprio governo de apresentar uma narrativa consistente e soluções efetivas para os problemas do país.
Como sempre essa ação repete o velho ditado popular: “dar esmola com chapéu dos outros“.



















