O Movimento Pró-Vidas apresentou uma proposta oficial para questionar a instalação de 70 radares na BR-381, entre Caeté e Governador Valadares. O grupo defende que o excesso de aparelhos prejudica o fluxo de veículos e não garante a segurança de forma isolada. A proposta sugere o foco em sinalização, campanhas educativas e o uso de câmeras em trechos críticos para salvar vidas sem focar apenas em multas.
A BR-381 registra um aumento de acidentes após as recentes melhorias no trecho mineiro. Diante desse cenário, a concessionária Nova-381 e a Polícia Rodoviária Federal anunciaram a colocação de 70 radares ao longo de 270 quilômetros. O Movimento Pró-Vidas contesta essa quantidade. O coordenador da instituição, Clésio Gonçalves, afirma que haverá um radar a cada quatro quilômetros. Para ele, esse número é exagerado e vai travar ainda mais o trânsito da rodovia.
O movimento enviou um documento com sugestões para a ANTT, o DNIT, a Polícia Rodoviária Federal e a concessionária. O grupo pede que o objetivo dos equipamentos seja alertar o motorista e não apenas arrecadar dinheiro. O documento destaca que a sinalização deve ser ampla e clara antes de cada radar. O motorista precisa entender que o trecho é perigoso para reduzir a velocidade com consciência.
Alternativas de Segurança
O Pró-Vidas sugere ações práticas em vez de apenas instalar controladores de velocidade. O grupo cita o exemplo da Curva do Boi, perto do trevo com a BR-262. O local recebia veículos em alta velocidade após uma longa descida. A instalação de placas graduais de velocidade e sonorizadores resolveu o problema. O movimento quer que esse modelo de sinalização reforçada seja aplicado em outros pontos críticos.
Outro pilar da proposta envolve a educação no trânsito. O movimento quer retomar a campanha Motorista 100%. Essa ação foca na família do condutor. Durante as viagens, acompanhantes recebem panfletos com tópicos sobre atitudes erradas. Assim, filhos e esposas ajudam a fiscalizar o motorista durante o trajeto. O grupo também sugere o uso de câmeras para monitorar ultrapassagens em locais proibidos, que são as causas de acidentes mais fatais.
O movimento espera que os órgãos competentes avaliem o plano. O objetivo central é reduzir as mortes na rodovia de forma inteligente. O Pró-Vidas defende que a união entre fiscalização justa, sinalização eficiente e educação gera resultados melhores que o uso massivo de radares.























