A Nasa intensifica seus esforços para garantir o retorno dos Estados Unidos à Lua até 2027, em uma corrida espacial marcada pela disputa com China e Rússia pelo domínio do satélite natural. O objetivo central é estabelecer a primeira base permanente com energia nuclear no polo sul lunar até 2030.
A agência espacial americana planeja enviar quatro astronautas na missão Artemis III, que marcará o primeiro pouso tripulado americano na Lua em mais de 50 anos. A expedição, prevista para durar 30 dias, focará na exploração do polo sul lunar, região estratégica rica em recursos como gelo e hélio-3.
O projeto mais ambicioso envolve a instalação de um reator nuclear de 100 quilowatts até 2030, capaz de fornecer energia contínua por até uma década para as futuras bases científicas. Este sistema será fundamental para garantir operações autônomas e presença permanente no satélite.
A urgência americana surge como resposta direta à parceria entre China e Rússia, que planejam construir sua própria usina nuclear lunar até 2035, como parte da International Lunar Research Station (ILRS). A missão chinesa Chang’e-8, programada para 2028, iniciará o processo levando os primeiros módulos estruturais.
Especialistas apontam que esta nova fase da corrida espacial vai além da conquista simbólica. Michelle Hanlon, professora de Direito Espacial da Universidade do Mississippi, destaca que o verdadeiro poder está na capacidade de construir e manter infraestrutura permanente. “A primeira corrida espacial foi sobre bandeiras e pegadas. Agora, a disputa é por quem constrói – e construir depende de energia”, explica.
O sucesso do projeto americano dependerá da manutenção dos investimentos no Programa Artemis e do cumprimento do cronograma de lançamentos. Para o professor Lionel Wilson, da Universidade de Lancaster, a meta é tecnicamente viável, desde que haja recursos suficientes e continuidade nas operações de transporte de equipamentos e pessoas para o satélite.























