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Narcotraficantes: os pobres trabalhadores que se tornaram vítimas

Redação por Redação
27 de outubro de 2025
em Sem Categoria
Tempo de Leitura: 6 minutos de leitura
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Narcotraficantes: os pobres trabalhadores que se tornaram vítimas

Narcotraficantes: os pobres trabalhadores que se tornaram vítimas (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

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Por Walter Biancardine (*)

Em minha volta aos escritos e já acomodado em nova cidade – o querido Rio de Janeiro, minha terra natal – retomo os trabalhos comentando as barbaridades proferidas pelo inominável Lula e seu colega, Petro, as quais deixaram claro que, muito mais que gafes, foram verdadeiros “statements” ideológicos – uma péssima ideia, considerando a guerra declaradamente aberta do governo Trump contra as drogas e o escândalo moral provocado.


Em um momento de crescente violência transnacional impulsionada pelo narcotráfico, as declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu aliado ideológico, o presidente-traficante colombiano Gustavo Petro, revelam não apenas uma estupidez retórica, mas um sintoma profundo, básico e genético, da ideologia esquerdista: o vitimismo patológico que inverte a ordem moral e legal da sociedade.

Lula, em 24 de outubro de 2025, afirmou que “os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também”, ao criticar ações antidrogas dos Estados Unidos no Caribe. Essa fala, proferida em um contexto de debate sobre o combate ao crime organizado, não foi um “lapso isolado”; ela ecoa uma visão que relativiza a culpa dos criminosos, transformando predadores em coitados, vítimas de um sistema opressor. Petro, por sua vez, foi ainda mais longe ao rebater acusações de Donald Trump, que o chamou de “traficante de drogas ilegal”, declarando que os envolvidos no tráfico não são “narcotraficantes”, mas sim “trabalhadores do tráfico de drogas”. Essa retórica não é mera semântica; é uma tentativa deliberada de criar uma “classe” social para os narcotraficantes, naturalizando o crime como uma forma de “trabalho precário” em uma “economia global desigual”.

Em meu ponto de vista – obviamente conservador – essas declarações representam o paroxismo do vitimismo esquerdista; uma doutrina que, ao invés de promover responsabilidade individual e coletiva, erode os pilares da civilização: lei, ordem, família e moralidade. O conservadorismo, enraizado na tradição judaico-cristã e nos princípios liberais clássicos, vê o crime não como produto inevitável de desigualdades sociais, mas como uma escolha deliberada, dolosa, que destrói o tecido social. Aqui, Lula e Petro não apenas romantizam o narcotráfico – que ceifa milhares de vidas anualmente no Brasil e na Colômbia – mas o elevam a uma narrativa de “vítima coletiva”, onde o Estado, representado por ações policiais, torna-se o vilão. Essa inversão é perigosa: ela deslegitima o aparato de segurança pública, enfraquece a soberania nacional e abre portas para o Foro de São Paulo, um organismo internacional esquerdista que, como alertava Olavo de Carvalho, serve de ponte entre ideologia revolucionária e crime organizado, fundado por este mesmo Lula e Fidel Castro – hoje já nos braços do capirôto.

Para compreender a gravidade, basta olhar o contexto recente: a fala de Lula surgiu em meio a críticas aos bombardeios americanos contra rotas de tráfico no Caribe, onde ele defendeu que seria “mais fácil combater os viciados” do que os fornecedores, concluindo que estes últimos seriam “vítimas” dos usuários. Horas depois, pressionado pela repercussão, o ex-presidiário se retratou, chamando sua declaração de “exagero da madrugada” (cachaça?), mas o estrago estava feito: a oposição, especialmente conservadores, viu nisso munição para denunciar a notória leniência esquerdista com o crime. Petro, ex-guerrilheiro do M-19 e defensor da legalização de drogas, já havia defendido a cocaína como “menos letal que a metanfetamina” em um evento com Lula em Manaus, em setembro de 2025, onde ambos posaram como combatentes do tráfico enquanto Petro pregava sua descriminalização. Essa cumplicidade não é casual; é o fruto de uma agenda latino-americana que, sob o manto do “progressismo”, busca desmantelar as políticas de “guerra às drogas” impostas pelos EUA, substituindo-as por um relativismo cultural que equipara o PCC brasileiro ou as FARC colombianas a “movimentos sociais”.

Conservadores nas redes sociais têm sido unânimes em repudiar essa loucura. Mesmo o infame senador Hamilton Mourão postou no X: “Enquanto Lula chama narcotraficantes de ‘vítimas’ e Gustavo Petro os trata como ‘trabalhadores do tráfico’, nós, brasileiros de bem, seguimos pagando o preço da violência das drogas. É inacreditável ver a esquerda romantizando o crime e invertendo a lógica da responsabilidade.” Gostando do melancia ou não, o fato é que Mourão acerta em cheio: essa inversão não é só retórica; é uma estratégia para desarmar a sociedade, transformando vítimas reais – mães de filhos mortos por balas perdidas em favelas (que sempre são da Polícia, segundo a grande mídia) – em cúmplices de um “sistema”. Da mesma forma, o deputado Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde e figura central do bolsonarismo, ironizou: “Enquanto os EUA combatem o tráfico internacional de drogas, Lula teve a coragem de dizer que os narcotraficantes mortos no Caribe são ‘vítimas’ dos usuários. Para piorar, seu aliado Gustavo Petro (…) afirmou que os traficantes não devem ser chamados de narcotraficantes, mas de ‘trabalhadores do tráfico’. Isso é o retrato da degradação moral da esquerda latino-americana.” Pazuello evoca a moralidade conservadora: o crime não é “trabalho”; é pecado e violação da lei divina e humana, que destrói famílias e nações. Curto e grosso.

Outras vozes ecoam essa fúria justa. O vereador Rubinho Nunes, de São Paulo, um combatente diário contra o crime nas ruas, destacou em setembro: “Ex-guerrilheiro das FARC, amigo de Lula e presidente da Colômbia, Gustavo Petro, em Manaus com Lula, defende a legalização da cocaína dizendo que ‘mata menos que metanfetamina’. (…) A esquerda não oferece saída, oferece destruição em doses cada vez mais pesadas!” Nunes, como muitos conservadores urbanos, sabe que a legalização não resolve; ela expande o mercado, enriquece cartéis e perpetua a miséria. No mesmo diapasão, o perfil The Incorrupt alertou: “Petro e Lula unidos na pauta da droga. Em Manaus, presidente da Colômbia defendeu a legalização da cocaína, atacou Trump e pediu união da América Latina. Lula, ao lado, silenciou diante do absurdo.” Essa “união” é o Foro de São Paulo em ação: uma teia que, desde os anos 1990, alia PT, FARC e narcoguerrilhas em nome da “revolução”.

Nenhum conservador, porém, capturou a essência dessa podridão como Olavo de Carvalho, o filósofo que, mesmo falecido em 2022, continua profético em suas advertências. Em ensaios como “Drogas e prioridades” e “Droga é cultura”, Olavo desmascarava a esquerda como cultora da degradação: “Perseguir os traficantes, ajudá-los ou simplesmente esquecê-los é, para a mentalidade esquerdista, uma simples questão de oportunismo. Prioridade mesmo é destruir a ordem burguesa.” Ele via o narcotráfico não como acidente, mas como aliado tático da revolução gramsciana: as drogas corroem a família, a igreja e a nação, preparando o terreno para o Estado totalitário. Em uma aula memorável, Olavo explicava como o PT, via Foro de São Paulo, se associou ao crime organizado, transformando presídios em universidades do terror. Hoje, Lula e Petro confirmam isso: chamar traficantes de “vítimas” ou “trabalhadores” é o passo final para legitimar o que Olavo chamava de “cultura da droga” – uma erosão moral que a esquerda impõe como “libertação”, mas que escraviza os pobres.

Essa agenda tem consequências reais. No Brasil, onde o PCC controla rotas inteiras e o crack devasta comunidades, a leniência de Lula agrava a insegurança: homicídios ligados a drogas subiram 15% em 2025, segundo dados preliminares do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Na Colômbia, as políticas de “paz total” inventadas por Petro juntamente com dissidências das FARC resultaram em mais violência rural, com Trump cortando ajuda antidrogas em retaliação. Conservadores veem nisso o “fundo do poço dos socialistas”: Lula vitimizando bandidos, Petro os dignificando. É uma traição aos valores eternos: a responsabilidade pessoal, o primado da lei e a defesa da vida inocente.

Em conclusão, essas declarações não são, e nem nunca seriam, meras gafes; são o manifesto de uma esquerda que, ao naturalizar o narcotráfico, ataca a essência conservadora da sociedade. Como Olavo nos ensinou, o antídoto é a lucidez: rejeitar o vitimismo, armar o povo moral e intelectualmente, e restaurar a ordem.

O Brasil e a América Latina merecem líderes que vejam criminosos como tais, não como heróis proletários. Caso contrário o “trabalho” de Petro e Lula prosseguirá, enterrando as nações em pó branco e sangue.

Que os conservadores, das redes às urnas, ergam a voz – pela Pátria, pela Família, pela Verdade.

(*) Walter Biancardine é jornalista, analista político e escritor. Foi aluno do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, autor de três livros e trabalhou em jornais, revistas, rádios e canais de televisão na Região dos Lagos, Rio de Janeiro
Tag: narcotráficostatementsviolência transnacionalvítimas dos usuáriosWalter Biancardine
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