A Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (AJOIA Brasil) publicou Nota de Desagravo no qual repudia as recentes crises nas altas esferas dos Poderes da República. No documento, a entidade exige a responsabilização de membros do Judiciário, do Legislativo e do Executivo, apontando supostos conluios e a captura de instâncias de fiscalização por interesses privados.
O manifesto da associação destaca críticas diretas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade questiona o ministro Alexandre de Moraes pelo uso do Inquérito das Fake News em disputas internas na Corte. Segundo o texto, a manobra teria envolvido um relatório sem valor probatório em uma tentativa de proteger interesses específicos, citando a suposta blindagem do banqueiro Daniel Vorcaro.
A publicação também menciona a reação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. De acordo com a associação, Fachin retirou a representação de Moraes do inquérito e sinalizou a intenção de encerrar definitivamente o procedimento, classificado pelo editorial como uma ameaça à estabilidade jurídica nacional.
Além do Judiciário, o texto cobra ações do procurador-geral da República, Paulo Gonet. A entidade acusa a Procuradoria de omissão sistemática e aponta um suposto uso instrumentalizado do aparato policial em meio a disputas institucionais.
No Legislativo, o alvo das críticas é o senador Davi Alcolumbre. A associação afirma que o parlamentar retém propositalmente mais de uma centena de pedidos de impeachment contra ministros do Supremo para garantir proteção mútua envolvendo investigações de desvios financeiros.
Por fim, o documento condena o que classifica como silêncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante do cenário no Judiciário e de escândalos recentes ligados à Previdência Social e ao INSS. Para a AJOIA Brasil, a postura do governo federal prioriza a conveniência política em detrimento da moralidade pública, motivo pelo qual a entidade convoca a sociedade a pressionar pelo afastamento e pela punição dos envolvidos.
Leia no link a íntegra da Nota de Desagravo da AJOIA Brasil: Ajoia Brasil NOTA DE DESAGRAVO























