A Câmara Municipal de São Paulo cobra explicações do Banco Itaú sobre uma dívida tributária que alcança quase R$20 bilhões. A prefeitura da capital paulista incluiu o conglomerado financeiro no topo da lista dos maiores devedores do município em 2026. A Comissão Parlamentar de Inquérito investiga a instituição após fiscais descobrirem escritórios de fachada montados na cidade vizinha de Poá para reduzir o pagamento de impostos.
O Conselho Municipal de Tributos condenou o banco por má-fé e aplicou uma multa qualificada de cem por cento sobre o valor original. Os fiscais paulistanos descobriram que o banco mantinha uma pequena sala de 14 metros quadrados na cidade vizinha. Esse espaço deveria abrigar formalmente vinte empresas do grupo econômico para recolher uma taxa menor de imposto sobre serviços.
A prefeitura de São Paulo cobra uma alíquota de dois por cento sobre os serviços de cartões de crédito. A prefeitura de Poá cobrava apenas zero vírgula vinte e cinco por cento à época da abertura da estrutura. Os vereadores apontam que os funcionários do banco trabalhavam na capital paulista e nunca exerceram atividades nessa sala alugada na cidade vizinha.
A dívida ativa do banco com a prefeitura prejudica os cofres da capital paulista de forma direta. O montante acumulado representa quase o custo total de todas as 55 grandes obras em andamento na cidade. A comissão municipal quer recuperar esses valores bilionários para ampliar os investimentos urgentes nas áreas da saúde e da educação.
O Ministério Público acompanha o caso e analisa o encaminhamento das investigações para a esfera criminal. A instituição financeira afirma que não cometeu fraude contra o fisco e contesta as autuações da prefeitura. O banco sustenta que os valores estão garantidos judicialmente e defende que o caso envolve apenas uma discordância sobre o local correto do recolhimento do imposto.























