A Celulose Nipo-Brasileira S.A. (Cenibra) implementou um novo sistema de governança de dados em seu complexo industrial de Belo Oriente, em Minas Gerais, que reduziu em 50% o tempo necessário para o registro de equipamentos e insumos. Com a adoção da plataforma desenvolvida pela Akquinet Brasil, a companhia florestal conseguiu automatizar 84,8% dessa rotina operacional, eliminando o preenchimento manual de planilhas e corrigindo gargalos históricos no software de gestão corporativa da organização.
Antes da modernização tecnológica, a criação do registro de uma nova matéria-prima demorava cerca de 16 dias e exigia o trânsito das informações por cinco arquivos diferentes até a consolidação final no sistema SAP. Atualmente, a ferramenta digital padronizou o fluxo de trabalho entre quatro departamentos da empresa. A transição automatizou 11 procedimentos e estabeleceu mais de 7,5 mil regras de negócios, garantindo que o tempo de atendimento aos novos cadastros atingisse a meta de 90% de conformidade estipulada pela companhia.
A mudança estrutural resolveu um problema de produtividade que se arrastava desde o aumento do volume de compras registrado em 2015. Anteriormente, os colaboradores preenchiam os pedidos de forma livre e sem padronização, o que gerava inconsistências nos dados e exigia a digitação manual em dezenas de campos diferentes. Com o formato recém-implantado, a entrada de informações ocorre em uma interface unificada, que realiza o preenchimento automático e dispensa o uso de controles paralelos.
Para o setor de suprimentos da fabricante, a principal vantagem é a segurança na administração dos dados. O especialista da área na Cenibra, Romain Teixeira, avalia que a rastreabilidade das solicitações e a expressiva diminuição de retrabalhos qualificaram as métricas enviadas ao banco de dados, o que facilita tomadas de decisão mais eficientes.
Na avaliação do departamento de Tecnologia da Informação, o ganho operacional liberou a equipe para focar em atividades estratégicas. Ricardo Lima, especialista em TI da companhia, destaca que o controle rigoroso evitou que erros iniciais de digitação continuassem a prejudicar o andamento de outros setores do negócio.
Essa perspectiva é compartilhada por Leonardo Libardi, CEO da Akquinet Brasil. O executivo explica que um cadastro incorreto na origem gera um efeito dominó que afeta desde o armazenamento no estoque até a manutenção das máquinas e as compras futuras. Com a validação automática dos dados, os benefícios se estendem por toda a cadeia produtiva da unidade mineira, que tem capacidade para produzir 1,2 milhão de toneladas de celulose por ano e gera mais de oito mil empregos diretos.























