Investigações conduzidas pela Polícia Federal revelaram conversas que apontam um suposto plano do grupo ligado a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e à lobista Roberta Luchsinger para enviar e blindar recursos financeiros em instituições do exterior. Segundo dados obtidos a partir de mensagens armazenadas em nuvem dos celulares dos investigados, o principado de Liechtenstein e a Suíça foram articulados como possíveis destinos para as quantias.
O material integra inquéritos em tramitação no Supremo Tribunal Federal que apuram suspeitas de tráfico de influência, corrupção, organização criminosa e exploração de prestígio. De acordo com as apurações, o grupo atuava por meio de uma sociedade informal voltada a facilitar acessos e obter vantagens em diferentes órgãos da administração pública federal, incluindo a Dataprev e o Ministério da Saúde.
Nas conversas interceptadas, a PF identificou que, em 4 de fevereiro de 2024, Roberta orientou Gustavo Gaspar, ex-assessor parlamentar, a abrir uma empresa em Liechtenstein e indicou opções de contas bancárias em território suíço. Em mensagens, a lobista justificou a escolha do principado alegando que o local dificultaria o bloqueio e a apreensão de valores, citando informações que teria recebido de seu ex-marido, o ex-delegado Protógenes Queiroz.
Diante do conteúdo analisado, os investigadores da PF pontuaram que o interesse em constituir empresas e manter contas bancárias nesses locais indica uma provável tentativa de blindagem patrimonial de quantias supostamente obtidas de forma irregular. Pouco depois das tratativas registradas nas mensagens, Roberta e Lulinha realizaram uma viagem à Europa, período em que foram citadas reuniões com instituições financeiras.























