A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação do prazo para concluir dois inquéritos que apuram suposto tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a lobista Roberta Luchsinger. A solicitação ocorreu após a veiculação de fotos que registram ambos em viagens e eventos sociais ao lado de empresários.
Corpo: O pedido de extensão foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator dos processos na Suprema Corte, diante do término do período inicial de 60 dias concedido aos investigadores. No ofício, a corporação justificou a necessidade de dilação temporal em razão do volume de diligências em andamento que ainda dependem de finalização.
Entre as medidas solicitadas pela equipe policial estão a análise técnica sobre as participações societárias e movimentações financeiras de Lulinha. Os investigadores também buscam mapear os registros de viagens nacionais e internacionais dos envolvidos, além de checar agendas de compromissos com órgãos da administração pública.
A movimentação nos autos coincide com a divulgação de imagens pela revista Veja. Os registros fotográficos mostram Fábio Luís e Roberta a bordo de uma aeronave executiva fretada, modelo Embraer Praetor 600, em trajeto rumo à Finlândia para acompanhar o fenômeno da aurora boreal, além de participações conjuntas em eventos sociais com empresários.
Entre os nomes apontados nas celebrações está o do empresário Marcelo Checon, responsável por uma empresa de cenografia que expandiu seus contratos com o governo federal no atual mandato. Paralelamente, em manifestação pública à imprensa, Roberta Luchsinger declarou intenção de propor acordo de colaboração premiada e afirmou que Lulinha mantinha reuniões periódicas na Esplanada dos Ministérios, embora nenhuma formalização jurídica sobre eventual delação tenha sido confirmada até o momento.























