A Polícia Federal acionou autoridades da Argentina nesta terça-feira (27) para verificar se o senador Flávio Bolsonaro deixou o território nacional após a eleição presidencial. A medida decorre de relatos sobre um possível embarque do parlamentar em um voo particular com destino aos Estados Unidos, embora não constem registros oficiais de sua saída nos postos de controle migratório do Brasil.
Segundo a o site Jovem Pan News, uma ala dos aliados políticos sugeriu que Flávio deixasse imediatamente o Brasil e seguisse para os Estados Unidos, onde está seu irmão Eduardo Bolsonaro. O temor era de que o senador acabasse preso, diante do histórico de decisões judiciais envolvendo seu pai e o ex-deputado Daniel Silveira. Houve quem comparasse o cenário brasileiro à perseguição enfrentada por opositores na Venezuela.
Governo argentino não registra entrada no país
O governo argentino contestou as informações e negou que o parlamentar tenha cruzado a fronteira. Em declaração, o porta-voz da Presidência do país vizinho, Fabián Fernández, informou que Flávio não entrou no território e acrescentou que nenhuma aeronave com as especificações relatadas decolou rumo aos Estados Unidos. Aliados do congressista, incluindo o senador Rogério Marinho, que coordenou sua campanha, também rechaçaram os relatos de fuga.
A suspeita foi divulgada inicialmente pelo portal argentino Infobae, que noticiou que o senador teria utilizado sua cédula de identidade para cruzar a divisa rumo a Puerto Iguazú. Segundo a publicação, o plano envolveria uma decolagem na madrugada em um jato Gulfstream G400 operado pela Baires Fly S.A., empresa que teria solicitado liberação alfandegária para tripulantes e passageiros. Até o momento, nenhum órgão oficial confirmou a saída de Flávio do Brasil.
O episódio ocorre após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que proibiu o senador de deixar o Brasil e ordenou a entrega de seus passaportes comum e diplomático em até 24 horas. A ordem judicial, expedida no domingo, também impôs restrições de contato entre o parlamentar e o advogado Willer Tomaz, alvo da mesma investigação.
Em manifestação divulgada em redes sociais na segunda-feira, Flávio criticou a ordem judicial, classificando a decisão como arbitrária, mas garantiu que entregaria os documentos às autoridades e que permaneceria no país para exercer sua defesa. Anteriormente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro havia comentado publicamente a possibilidade de o irmão deixar o país caso não obtivesse êxito na disputa eleitoral.
(Matéria em atualização)























