A Polícia Federal (PF) identificou comunicações eletrônicas em que o banqueiro Daniel Vorcaro solicita a elaboração de um relatório detalhado com informações pessoais e patrimoniais do CEO do Itaú, Milton Maluhy, e de sua esposa. De acordo com o inquérito policial, o executivo do banco concorrente foi alvo do levantamento clandestino após Vorcaro manifestar que ele estaria criando entraves para os seus negócios.
O monitoramento veio à tona com a extração de mensagens em aparelhos celulares obtidos pelos investigadores federais. Nos registros de diálogos, o banqueiro aciona diretamente o publicitário Thiago Miranda com o objetivo de obter informações estruturadas a respeito do executivo do Itaú, justificando que a liderança da instituição financeira vinha lhe causando problemas significativos no mercado.
A análise técnica dos arquivos apreendidos pela corporação localizou uma pasta digital específica intitulada com os sobrenomes do executivo e de sua cônjuge, Camila Moretti Maluhy, contendo dados fiscais e registros de execuções ligadas à família. Em resposta às ordens recebidas, o publicitário confirmou a conclusão do levantamento privado, mas recomendou uma estratégia alternativa para propagar o conteúdo em plataformas de comunicação de terceiros.
As apurações policiais indicam que Miranda atuava ativamente na coordenação de medidas de salvaguarda dos interesses de Vorcaro. O escopo de atuação do grupo envolvia o monitoramento sistemático de profissionais da imprensa, além do impulsionamento de iniciativas coordenadas voltadas à desinformação de setores específicos.
A condução do caso judicial motivou o cumprimento de mandados de busca e apreensão na região de Brasília. As autorizações expedidas pelas instâncias competentes permitiram a devassa integral de dispositivos computacionais, mídias de telefonia móvel e repositórios de dados mantidos em serviços de nuvem vinculados aos suspeitos de integrar o esquema.























