A Fundação Aperam Acesita, em cooperação com a Prefeitura de Coronel Fabriciano, realizou nesta semana o workshop “Mente Alerta, Corpo Calmo – Neurociência e Saúde Emocional na Escola”. O evento, dividido em seis encontros, reuniu cerca de 700 educadores da rede municipal de ensino para debater o autoconhecimento, a neurociência e o desenvolvimento de estratégias voltadas à saúde mental e à melhoria do ambiente escolar.
O projeto faz parte do Programa de Melhoria da Qualidade do Ensino (PMQE), criado pela Fundação Aperam Acesita com foco no fortalecimento da educação pública. A ação atende aos critérios da Norma Regulamentadora 1 (NR-01) sobre prevenção de riscos psicossociais no trabalho e está associada às metas do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), que integram as exigências para a concessão do Selo Nacional em 2026.
As atividades foram conduzidas pela psicóloga Katsue Watanabe, que abordou a disciplina emocional e a mudança de rotinas diárias como pilares para o bem-estar. A especialista ressaltou que hábitos simples, incluindo exercícios respiratórios, a valorização pessoal e o reconhecimento das próprias emoções, funcionam como ferramentas essenciais de autocuidado com impacto direto nas ações cotidianas.
Profissionais que participaram das sessões apontaram a relevância de se discutir o tema no ambiente corporativo. A professora Cristiane Silva Bento Oliveira, atuante na Escola Municipal Said Albeny, destacou a necessidade de os docentes reservarem um tempo para si, conciliando as demandas profissionais com o equilíbrio pessoal.
A relevância do suporte institucional também foi endossada pela gerência pedagógica da Secretaria Municipal de Educação. Neuza Oliveira Viana salientou que a oportunidade de reflexão auxilia a categoria a enfrentar os desafios diários da carreira por meio da valorização da saúde mental.
De acordo com Flávia Souza, coordenadora de projetos da Fundação Aperam Acesita, o investimento no bem-estar de quem leciona reflete-se diretamente na qualidade do aprendizado dos alunos. A gestora concluiu que dar suporte emocional aos profissionais contribui para a evolução do trabalho pedagógico e para a qualidade de vida dos envolvidos.























