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Três filósofos, três alertas e um Brasil que precisa acordar

Quando um governo cresce em cargos, ministérios e interesses políticos, mas o povo empobrece

Redação por Redação
16 de março de 2026
em Mário Plaka
Tempo de Leitura: 3 minutos de leitura
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Três filósofos, três alertas e um Brasil que precisa acordar

Alertas de que o Brasil precisa acordar (Imagem: Pixabay)

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Por Mário Plaka (*)

O Brasil atravessa um momento que exige coragem para dizer a verdade. Depois de observarmos um dos Judiciários mais caros do mundo, um Legislativo extremamente custoso e um Executivo cada vez mais inchado, a pergunta inevitável surge diante do povo brasileiro: quem está pagando essa conta?


A resposta é simples: o trabalhador, o empreendedor, o pequeno produtor e o cidadão comum que sustenta este país todos os dias.

Ao olhar para o Brasil de hoje, três reflexões históricas parecem descrever com precisão o cenário que estamos vivendo.

O filósofo francês Voltaire já alertava: “O melhor governo é aquele em que há o menor número de homens inúteis.”

Essa frase atravessa séculos e continua atual.

Se alguém quiser avaliar a qualidade de uma administração pública, basta observar os cargos de confiança e os ministérios criados dentro do governo.

Quanto mais cargos surgem para acomodar interesses políticos, mais o Estado deixa de servir ao país e passa a servir aos apadrinhamentos e alianças eleitorais.

O Brasil viu recentemente um período em que o governo federal operava com menos ministérios e uma estrutura mais enxuta. Goste-se ou não daquele governo, os fatos mostram que mesmo enfrentando uma pandemia mundial, o país apresentava mais estabilidade econômica, mais previsibilidade e menos expansão da máquina pública.

Hoje vemos o caminho inverso: mais ministérios, mais cargos, mais estrutura política — e menos resultado para quem trabalha.

Isso levanta uma questão séria: algumas dessas estruturas parecem estar comprometidas com qualquer coisa, menos com o desenvolvimento do Brasil, a defesa da soberania nacional e a prosperidade do povo brasileiro.

A segunda reflexão vem do escritor e pensador francês Honoré de Balzac:

“As leis são como teias de aranha: apanham os pequenos insetos e são rasgadas pelos grandes.”

Essa frase parece descrever com exatidão o funcionamento de grande parte do sistema legal brasileiro.

Na prática, muitas leis acabam pesando principalmente sobre:

o pequeno empreendedor

o trabalhador formal

o pequeno produtor

o cidadão comum que tenta sobreviver com dignidade

Enquanto isso, escândalos surgem repetidamente envolvendo estruturas de poder, instituições públicas e grandes interesses políticos.

E quando esses casos chegam às instâncias de julgamento, muitas vezes o que o povo vê é algo revoltante:

processos que se arrastam, decisões questionadas e pessoas poderosas saindo pela porta da frente.

Cresce então um sentimento perigoso dentro da sociedade brasileira:

o de que denunciar um crime pode ser mais arriscado do que praticá-lo.

Porque quem tem dinheiro e influência muitas vezes consegue contratar estruturas jurídicas poderosas e conexões políticas capazes de atravessar o sistema sem grandes consequências.

Enquanto isso, o cidadão comum enfrenta uma realidade dura:

trabalha o mês inteiro, paga impostos altíssimos e muitas vezes não consegue uma cirurgia, não consegue atendimento digno e não consegue sequer comprar um remédio básico.

O terceiro alerta vem do pensador italiano Antonio Gramsci:

“Tudo é política, inclusive o seu silêncio.”

O silêncio da sociedade, muitas vezes disfarçado de neutralidade, também produz consequências.

Governos, parlamentos e instituições não surgem do nada.

Eles são resultado direto das escolhas feitas nas urnas — ou da ausência delas.

Quando o cidadão se afasta da política, quando aceita tudo em silêncio, quando deixa de fiscalizar e cobrar, abre-se espaço para que estruturas de poder se consolidem sem resistência.

E é nesse momento que surgem os maiores riscos para qualquer democracia:

a combinação de poder concentrado, silêncio social e instituições distantes do povo.

Por isso, este editorial deixa um chamado direto:

Acorda, povo brasileiro.

Acorda, eleitor.

O Brasil não precisa de mais estruturas políticas.

O Brasil precisa de gestão, responsabilidade, respeito ao dinheiro público e compromisso com quem sustenta esta nação.

Essas três reflexões filosóficas não são apenas frases antigas.

Elas são alertas que atravessam séculos e continuam descrevendo com precisão o momento que vivemos.

E ignorar esses alertas pode custar caro para o futuro do país.

(*) Mário Plaka é empresário em Coronel Fabriciano e membro fundador da Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados (Ajoia-Brasil)
Tag: Brasilempreendedorpovotrabalhador
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